Espionagem da NSA funciona em maior escala do que se pensava

Por Redação | 09 de Agosto de 2013 às 12h15

O tempo está passando e as coisas estão apenas piorando para o lado da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA). Uma nova denúncia apontou que a Agência é suspeita de um caso de espionagem ainda maior do que se pensava.

Diferente do que foi dito inicialmente, o jornal The New York Times alega que uma fonte anônima do serviço de inteligência disse que a NSA não apenas intercepta as comunicações dos norte-americanos que estão em contato direto com os estrangeiros vigiados no exterior, como também está de olho em pessoas que citem informações vinculadas a esses estrangeiros.

Ou seja, e-mails e textos de norte-americanos que apenas faziam menção aos estrangeiros vigiados também eram revisados pela Agência. Isso caracteriza uma espionagem em maior escala, já que envolve "buscas de forma sistemática e sem permissão judicial" das comunicações entre os moradores dos Estados Unidos e outros países.

Sem abordar diretamente a vigilância de comunicações transfronteiras, uma porta-voz da NSA, Judith A. Emmel, defendeu a Agência dizendo que todas as atividades praticadas por ela são legais e destinadas apenas a reunir informações sobre "pessoas e organizações estrangeiras ou terroristas internacionais", e não sobre os norte-americanos.

"No cumprimento de sua missão de inteligência de sinais, a NSA recolhe apenas o que é expressamente autorizado a recolher", disse Judith. "Além disso, as atividades da agência são implantadas apenas em resposta às necessidades de informação para proteger o país e os seus interesses".

Jameel Jaffer, advogado sênior da União de Liberdades Civis dos Estados Unidos (A.C.L.U.), não concorda com tal declaração. Para ele, "é precisamente o tipo de espionagem generalizada que a Quarta Emenda (da Constituição) tenta proibir".

Além disso, Jaffer diz que esse tipo de vigilância é algo completamente venenoso para a liberdade dos cidadãos, já que, ao saber que suas comunicações podem ser pesquisadas e visualizadas, as pessoas podem mudar seu comportamento.

"Eles vão hesitar antes de visitar sites polêmicos, discutir temas polêmicos ou pesquisar questões politicamente sensíveis", disse Jaffer. "Individualmente, essas hesitações podem parecer relevantes, mas o acúmulo delas ao longo do tempo irá mudar a relação de um cidadão com o outro e com o governo".

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