Edward Snowden é eleito reitor da Universidade escocesa de Glasgow

Por Redação | 19 de Fevereiro de 2014 às 17h42
photo_camera Divulgação

Edward Snowden quase não é visto em público desde que foi asilado pela Rússia no ano passado. Mas isso não quer dizer que o ex-técnico da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos fique sem nada para fazer por lá. Em novembro, ele começou a trabalhar na área de suporte técnico de um grande site russo. Agora, o norte-americano será reitor da Universidade de Glasgow, na Escócia.

A informação foi confirmada pela própria instituição através do Twitter. De acordo com o jornal britânico The Guardian, Snowden aceitou o convite de um grupo de estudantes para se candidatar ao cargo e superou os demais concorrentes, entre eles o campeão de ciclismo escocês Graeme Obree, o escritor Alan Bissett e o sacerdote Kelvin Holdsworth.

Com isso, Snowden sucederá o ex-líder do partido liberal democrata britânico, Charles Kennedy. Anteriormente, já ocuparam a vaga Winnie Mandela e o israelense Mordechai Vanunu. A universidade destacou que a principal função do reitor é de "representar os interesses dos alunos" e que "a escolha do reitor é inteiramente de responsabilidade dos alunos".

"Estamos contentes de ver Edward Snowden eleito reitor da Universidade de Glasgow. Temos uma grande e nobre tradição de fazer declarações importantes por meio de nossos reitores", escreveu em um comunicado o grupo de estudantes que o convidou.

"Nas próximas semanas, vamos continuar a fazer campanha para que a NSA e o GCHQ parem seus ataques contra o nosso direito fundamental à privacidade e para que Edward Snowden seja reconhecido como um denunciante corajoso em vez de traidor", completou o grupo.

Os estudantes ainda comentaram que mostraram "a Edward Snowden e a outros denunciantes corajosos que nós estamos com eles, onde quer que estejam".

Depois de receber asilo político na Rússia, o ex-técnico da NSA quase não fez praticamente nenhuma aparição pública. Uma das exceções foi durante o prêmio anual Sam Adams, em que o americano se encontrou com outros quatro supostos ex-informantes de arquivos secretos dos Estados Unidos que denunciaram uma série de atividades ilegais conduzidas pela CIA, FBI, Ministério da Justiça dos EUA e pela NSA. Leia mais.

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