Diretor da NSA afirma que agência não coleta imagens de cidadãos americanos

Por Redação | 04 de Junho de 2014 às 12h07

Diante de mais uma grave denúncia de espionagem, o diretor da NSA, o almirante Michael Rogers, emitiu comunicado negando a acusação de que a agência de segurança possui um banco de dados de fotos de cidadãos americanos. Segundo uma revelação feita nesta segunda-feira (2) pelo jornal The New York Times, cartas de motorista e outros documentos, bem como tecnologias de reconhecimento facial, estariam sendo usados para criar uma lista de milhões de rostos de pessoas que, na realidade, não fazem parte de investigação alguma.

De acordo com o almirante, o uso de tecnologias de reconhecimento facial é sim um dos artifícios da organização no combate contra o terrorismo. Por outro lado, tal tática em nenhum momento invade a privacidade de seus cidadãos já que é utilizada apenas contra alvos específicos ou em investigações correntes do setor de inteligência.

Rogers diz que os dados coletados pelos softwares são armazenados nos sistemas da NSA somente nesses casos. Ainda segundo ele, todo o processo é feito de acordo com a lei dos Estados Unidos, que exige a obtenção de ordens judiciais para coleta de informações anteriormente confidenciais sobre eventuais suspeitos.

Além disso, de acordo com as informações do International Business Time, não existe nenhum tipo de comparação entre as imagens coletadas pelos softwares e bancos externos, como o do departamento de trânsito, por exemplo. De acordo com Rogers, todo o trabalho acontece dentro dos sistemas da própria NSA e, repetiu, sempre de acordo com a legislação vigente, de forma a não constituir uma violação dos direitos de privacidade de cidadãos inocentes ou não relacionados às investigações.

As novas revelações feitas pelo The New York Times também foram obtidas por meio de documentos trazidos a público por Edward Snowden, o ex-analista que detonou um escândalo de espionagem governamental em meados do ano passado. De acordo com os dados, mais de 55 mil imagens de reconhecimento facial estariam presentes nos servidores da agência.

O almirante da Marinha Michael Rogers assumiu o comando da NSA em um momento bastante complicado. Ele faz parte das reformas na agência sugeridas pelo presidente Barack Obama e agora lida com os constantes documentos vazados por Snowden, que escancaram a atuação nem sempre ética da organização.

De acordo com o jornalista Glenn Greenwald, um dos principais parceiros do ex-analista na revelação das informações, a maior bomba ainda está por vir. Ele pretende, em breve, liberar nomes e informações mais detalhadas sobre algumas das “pessoas de interesse” da NSA e já alerta que, em alguns casos, os investigados sem ordens judiciais não necessariamente estariam relacionados à luta contra o terrorismo ou manutenção da segurança nacional dos Estados Unidos.

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