Denúncia de espionagem no Brasil não muda decisão sobre asilo a Snowden

Por Redação | 09 de Julho de 2013 às 17h04

Antonio Patriota, ministro das Relações Exteriores, afirmou nesta terça-feira (9) que as denúncias de que o esquema de espionagem eletrônica dos Estados Unidos também monitorava as ligações e atividades na internet no Brasil não mudam a decisão do país de não responder ao pedido de asilo político de Edward Snowden, responsável pelo vazamento dos documentos do programa PRISM. As informações são do jornal O Globo.

"Não teria nada a acrescentar sobre esse tema, além do que já foi mencionado. Nós não responderemos à solicitação de asilo. Não será concedido. No momento, creio que ainda se está buscando uma solução para a situação do senhor Snowden que, no meu conhecimento, ainda se encontra em Moscou", afirmou Patriota.

O pronunciamento de Patriota foi feito ao lado do chanceler do Uruguai Luis Almagro, com quem se reuniu nesta manhã. O ministro ainda afirmou que o governo brasileiro aguarda uma explicação oficial de Washington sobre o caso de espionagem eletrônica e evitou comentar sobre os esclarecimentos prestados pelo embaixador norte-americano em Brasília, Thomas Shannon.

Após uma reunião com o Ministério da Justiça e outros ministros, Antonio Patriota afirmou que o governo federal estuda a melhor forma de apresentar a situação em um âmbito global e que o governo ainda tem planos de levar o caso de espionagem à União Internacional das Telecomunicações, em Genebra, e à Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

"O outro conjunto de temas tem a ver com o direito à privacidade, com os direitos individuais do cidadão que poderão ser tratados, por exemplo, no Conselho de Direitos Humanos. Já existe um debate no Conselho de Direitos Humanos sobre liberdade de internet, mas nós gostaríamos de ampliar este debate. Aliás, a própria presidenta ontem se referiu à dimensão de direitos humanos deste tema", ressaltou Antonio Patriota.

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