Chip antiespionagem para celular chega ao Brasil por R$ 150

Por Redação | 29.04.2014 às 14:36
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Casos de espionagem se tornaram tão comuns no cenário tecnológico que agora a busca de muitas empresas e usuários não é impedir que isso aconteça, mas sim se proteger contra o monitoramento cibernético. São muitas as alternativas, desde utilizar programas específicos até abandonar de vez o uso de aparelhos eletrônicos. Tudo para se blindar da vigilância online.

No entanto, uma solução bem simples pode solucionar esse problema e ajudar internautas preocupados com a segurança dos seus dados pessoais. Chega ao Brasil o TrustChip, um acessório anti-espionagem para PCs, notebooks, tablets e smartphones que promete proteger todas as comunicações do usuário e impedir que agências de inteligência ou terceiros acessem suas informações. Saiu no G1.

A novidade foi lançada no país pela FGX e é fabricada pela KoolSpan, empresa americana especialista no desenvolvimento de aplicações de criptografia e de segurança baseados em hardware para proteger dados e comunicações de voz sobre dispositivos conectados à rede. De acordo com Fábio Guimarães, presidente da FGX, o chip possui um padrão militar bastante usado pelo governo norte-americano. "O chip tem melhor proteção e otimiza o consumo de bateria. Quando se fala de software, há certificados e chaves expostas a vulnerabilidades. Quando falamos de hardware, de proteção no chip, não há exposição de chaves", explica.

O chip pode utilizar redes Wi-Fi, 3G, 4G ou rede de voz de celular e vai dentro de um cartão microSD que pode ser colocado em dispositivos que tenham esse tipo de entrada - com exceção do iPhone, que precisa vir em um compartimento que tenha uma entrada para microSD. Funciona assim: uma vez colocado o chip no aparelho, a pessoa usa um aplicativo para fazer ligações e outro para mandar mensagens de texto. A partir daí, o chip codifica a voz e os dados desses dois serviços, criando chaves dinâmicas que mudam o tempo inteiro.

Segundo a companhia, o método diminui o risco de invasão e, consequentemnte, evita que alguém espione as ligações telefônicas e mensagens do usuário. Mas há um porém: as duas pessoas, ou seja, quem está fazendo a ligação/mandando a mensagem e quem está recebendo o conteúdo, precisam ter o chip instalado em seus respectivos aparelhos, saso contrário a técnica não funciona.

Guimarães afirma que o público-alvo do TrustChip são as empresas, mas o executivo conta que qualquer pessoa pode contratar o serviço, que tem mensalidade de R$ 150 e garante suporte técnico e atualizações de segurança. O presidente da FGX ainda diz que, no segundo semestre, haverá uma aplicação para mandar imagens e documentos importantes e impedir que pessoas mal intencionadas copiem ou enviem para outro destinatário. Além disso, será possível definir quantas vezes é possível ver o documento antes que ele seja apagado.

A previsão da FGX é que 5 mil chips sejam vendidos até o final de 2014. Para mais informações, acesse o site oficial do produto no Brasil.