Empresas do Vale do Silício se unem para exigir transparência da NSA

Por Redação | 18.07.2013 às 13:24

Empresas do Vale do Silício se reuniram para exigir mais transparência da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos, principalmente, depois que dados do programa de espionagem eletrônica PRISM foram revelados no último mês.

Quando os primeiros documentos surgiram, empresas de tecnologia foram acusadas de fornecer acesso aos seus servidores à NSA. Em resposta às questões de muitas pessoas, Apple, Facebook, Google, Microsoft e Twitter se reuniram com grupos de liberdade civil para exigir que o governo norte-americano explique seus métodos e os programas usados para monitorar pessoas em todos o mundo.

Um carta pública será enviada nesta quinta-feira (18) para Washington exigindo que o governo e o presidente Barack Obama permitam que as empresas de tecnologia divulguem relatórios com os pedidos para quebra de sigilo de informações que partiram de agências de inteligência e segurança.

"Informações básicas sobre como o governo usa suas várias autoridades para a aplicação da lei são publicadas há anos sem qualquer interrupção perceptível de investigações criminais. Buscamos a permissão para que a mesma informação seja disponibilizada sobre as autoridades ligadas às agências de segurança do governo", informa um trecho da carta. "(...) Assim como os Estados Unidos têm sido um país inovador no ramo da internet e dos produtos e serviços que necessitam da internet, assim também deveria ser inovador quando se trata da criação de mecanismos para garantir a transparência governamental, responsabilidade e respeito das liberdades civis e dos direitos humanos".

Segundo o All Things D, a aliança firmada pelas companhias exigirá a permissão para divulgar especificamente o número de pedidos por informações de usuários, número de contas e dispositivos solicitados pelas autoridades. Isso não quer dizer que as companhias poderão revelar ao grande público quais pessoas exigem acesso aos dados de usuários e por qual motivo, mas servirá para apresentar o número de solicitações formais para a quebra de sigilo e, de certa forma, comprovar que as companhias não garantem livre acesso à NSA.