SpaceX busca parceria com governos para financiar exploração do espaço profundo

Por Redação | 14 de Julho de 2017 às 08h53

Até então, quem vem explorando o espaço a fim de desvendar seus mistérios tem sido a Nasa, que já enviou naves e sondas para os quatro cantos do Sistema Solar, sendo que a Voyager, lançada em 1977, já saiu do nosso quintal espacial rumo ao espaço profundo há uns bons anos. A sonda New Horizons, que estudou Plutão, também já segue seu destino fora do nosso sistema estelar. Mas, em breve, não serão somente as agências espaciais governamentais a explorar o universo: empresas como a Blue Origins e a SpaceX também têm planos para entrar nessa jornada.

Apesar de muitos cientistas não confiarem em empresas privadas para explorar o espaço (afinal, essas empresas podem priorizar o lucro com relação à descoberta científica), parcerias entre essas companhias e a Nasa já vêm sendo feitas na construção de foguetes e cápsulas espaciais para levar suprimentos, equipamentos e astronautas à Estação Espacial Internacional. E a SpaceX, agora, está buscando parcerias com governos para financiar seus projetos de exploração do espaço profundo.

Na semana passada, a companhia de Elon Musk convocou formalmente o Governo dos Estados Unidos para apoiar parcerias público-privadas neste segmento. “Os princípios aplicados em programas passados para orbitar a Terra podem e devem ser aplicados na exploração do espaço profundo”, argumentou Tim Hughes, vice-presidente sênior para negócios globais e assuntos governamentais da empresa, referindo-se ao programa COTS, da Nasa.

Para Hughes, a agência espacial dos EUA poderia estabelecer requisitos de alto nível para as empresas privadas, como, por exemplo, que elas demonstrassem a decolagem e pouso vertical de foguetes na superfície lunar, fornecessem grandes quantidades de carga para Marte, ou, ainda, construindo uma rede de comunicação mais confiável entre a Terra e o Planeta Vermelho. Esses projetos permitiriam que os Estados Unidos estabelecessem uma presença permanente no espaço, no lugar de somente pilotar missões únicas.

No entanto, figurões importantes da agência governamental podem se mostrar resistentes a essa ideia, pois aceitar que a exploração espacial seja feita, também, por empresas privadas pode significar renunciar o controle que a agência tem quanto ao design e desenvolvimento de espaçonaves. Além disso, entram em pauta questões éticas, como o fato de explorar o espaço com motivações financeiras, no lugar da motivação puramente científica.

Fonte: ARS Technica