Sonda Juno captura foto impressionante de tempestade em Júpiter

Por Redação | 07 de Agosto de 2017 às 12h33
photo_camera NASA/JPL-CALTECH/SWRI/MSSS/GERALD EICHSTÄDT/SEÁN DORAN

Há mais de um ano na órbita de Júpiter, a sonda Juno, da Nasa, não para de enviar belas e impressionantes imagens. A mais recente é o clique de uma tempestade com milhares de quilômetros de diâmetro, que vem sendo rastreada há mais de vinte anos.

A imagem foi capturada no dia 10 de julho de 2017, quando a Juno estava a cerca de 11 mil quilômetros de altitude. As informações brutas foram processadas pelos cientistas Gerald Eichstädt e Seán Doran, conhecidos por seu excelente trabalho de edição e renderização.

Para melhorar a visualização, a dupla girou a fotografia: o que você vê na parte de baixo é o polo norte do planeta, enquanto a metade superior corresponde às regiões equatoriais. O núcleo avermelhado está cercado por ventos de altíssima velocidade.

Tempestade NN-LRS-1 fotografada pela sonda Juno
Créditos: NASA/JPL-CALTECH/SWRI/MSSS/GERALD EICHSTÄDT/SEÁN DORAN

Tecnicamente, a tempestade é chamada de oval anticiclônico North North Temperate Little Red Spot 1 (NN-LRS-1) — que podemos traduzir para “pequena mancha vermelha temperada norte norte 1” — e tem algo em torno de 6 mil quilômetros de diâmetro, e se encontra na fronteira sul do polo norte.

Se você já achou isso enorme, saiba que ela é “apenas” a terceira maior do planeta: a Grande Mancha Vermelha também fica em Júpiter e é considerada a maior tempestade ativa do Sistema Solar, com seus 16 mil quilômetros e ventos de até 650 quilômetros por hora!

A agência espacial explica em seu site que um anticiclone é um fenômeno em que os ventos ao redor da tempestade circulam na direção oposta ao fluxo em torno de um centro de baixa pressão. As primeiras informações sobre o NN-LRS-1 são datadas de 1993, mas é bastante possível que ele seja ainda mais antigo do que isso — estima-se que a Grande Mancha Vermelha, por exemplo, esteja ativa há pelo menos 300 anos.

Lançada em 2011, a missão Juno chegou ao maior planeta de nosso sistema solar em julho do ano passado. Até agora, as informações trazidas pela sonda vêm surpreendendo os cientistas da Nasa por mostrarem um planeta bastante diferente e muito mais complexo do que os modelos teóricos e as observações anteriores supunham.

Fonte: Nasa

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