Pode ser que a gente visite Netuno ou Urano no futuro próximo

Por Redação | 23 de Junho de 2017 às 20h00

Até então, somente a nave Voyager 2 visitou os planetas mais distantes do Sistema Solar. Isso aconteceu em 1977, sendo que a nave passou de Plutão rumo ao espaço profundo em 1989. Mas isso pode mudar em breve, no que depender da NASA. A agência espacial dos Estados Unidos está planejando enviar uma nova missão para Netuno ou Urano entre 2024 e 2037.

A empreitada, que custaria algo em torno de US$ 2 bilhões, ainda não foi exatamente definida, mas a NASA considera quatro possibilidades. Uma delas seria enviar uma sonda para analisar a atmosfera de Netuno, enquanto outra sobrevoaria Urano. A terceira ideia seria que a sonda orbitasse Urano para registrar imagens, mas sem a sonda atmosférica, enquanto a quarta opção seria sobrevoar Urano e também analisar seus satélites, de maneira parecida como aconteceu com a missão New Horizons, que visitou Plutão e suas luas.

Enquanto as missões que poderiam carregar a sonda para analisar atmosferas seriam equipadas com três instrumentos, a vantagem seria a possibilidade de analisar mais a fundo a composição dessas atmosferas. Já as missões sem essa sonda levariam cerca de quinze instrumentos no total, e permitiriam à NASA coletar uma quantidade enorme de informações sobre os planetas, mas não estudariam suas atmosferas. Portanto, a agência ainda tem decisões importantes a tomar antes de bater o martelo quanto aos objetivos da nova missão.

Ainda que os gigantes gasosos não sejam capazes de suportar vida, descobrir mais informações sobre planetas distantes como Netuno e Urano pode nos ajudar a entender melhor a origem de planetas gasosos no universo, uma vez que eles são os mais comuns em nossa galáxia. “Explorar ao menos um gigante gasoso gelado e seu sistema é algo crítico para avançar nosso entendimento do Sistema Solar, bem como sistemas de exoplanetas, e ampliar nosso conhecimento quanto à formação de planetas e sua evolução”, disse a agência.

Dada a imensa distância desses planetas a partir da Terra, espera-se que essa nova missão dure pelo menos 11 anos. Para reduzir a quantidade necessária de combustível para que a nave se movimente no espaço, ela usaria a gravidade de Júpiter para ser impulsionada à frente, o que impactaria diretamente na data de lançamento da missão. Caso a NASA decida mesmo contar com o impulso gravitacional joviano, o intervalo de tempo ideal para o lançamento seria entre 2030 e 2034. Depois disso, somente seria possível usar a mesma técnica em 2041.

Via: TechTimes

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