NASA libera mais uma imagem em boa resolução do objeto Ultima Thule

Por Patrícia Gnipper | 22 de Fevereiro de 2019 às 21h30
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Nos primeiros minutos do primeiro dia de 2019, a sonda New Horizons fez um sobrevoo rápido por Ultima Thule, objeto transnetuniano também chamado de 2014 MU69. A NASA ainda vai receber dados e imagens obtidos pela nave por mais 19 meses, e as informações que já chegaram até então mostraram que o objeto, na verdade, é resultado da junção de dois pequenos corpos que devem ter se colidido tão lentamente a ponto de proporcionar um encaixe sem muitos estragos. Ainda, imagens revelaram seu formato parecido com o de um boneco de neve, girando como se fosse uma ampulheta espacial. Contudo, fotos mais recentes esclareceram que, ao olhar o objeto sob outro ângulo, Ultima Thule é um tanto quanto achatado.

Agora, a NASA liberou mais uma imagem, com resolução ainda melhor do que as anteriores, mostrando mais detalhes sobre este objeto descoberto por nós em 2014, mas que remete à formação do Sistema Solar. Passando por lá a uma velocidade aproximada de 50 mil km/h, a New Horizons acabou registrando imagens meio borradas, mas nada que a equipe de processamento de imagens da agência espacial não conseguisse dar um jeitinho de melhorar.

A imagem é resultado da combinação de 9 fotos individuais tiradas com a câmera LORRI da New Horizons, cada uma com tempo de exposição de 0,025 segundos e apenas 6 minutos e meio antes da máxima aproximação da nave com o objeto (Foto: NASA)

A nova foto de Ultima Thule é resultado da combinação de nove imagens individuais e tem resolução de 33 metros por pixel — provavelmente a melhor que teremos por enquanto. "Obter essas imagens exigia que soubéssemos exatamente onde estavam os minúsculos Ultima Thule e New Horizons, momento a momento, quando se cruzavam a mais de 50 mil km/h na penumbra do Cinturão de Kuiper, um bilhão de quilômetros além de Plutão. Essa foi uma observação muito mais difícil do que qualquer coisa que tentamos fazer em nosso voo por Plutão em 2015", explica Alan Stern, principal investigador da missão, que estudou Plutão e suas luas há 4 anos.

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Na imagem, podemos ver com mais clareza o contraste entre várias áreas brilhantes e escuras, e agora os astrônomos analisarão meticulosamente cada detalhe de Ultima Thule juntamente com os dados capturados pelos seis outros instrumentos científicos presentes na New Horizons para entender melhor a formação do objeto. Afinal, entender como Ultima Thule se formou faz parte de entender a formação do Sistema Solar, e esse é justamente um dos propósitos da passagem da New Horizons pelo objeto em questão.

Fonte: NASA

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