NASA conta com funcionário da Google e usa IA para caçar exoplanetas

Por Redação | 21 de Dezembro de 2017 às 16h52
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Uma das diversas vantagens de se trabalhar na Google é a possibilidade de poder dedicar um pouco de seu tempo durante o expediente para projetos paralelos. E é isso o que Chris Shallue, engenheiro de software e pesquisador de inteligência artificial vem fazendo: ele está trabalhando em parceria com a NASA para usar a IA da gigante das buscas na busca por exoplanetas desconhecidos e, quem sabe, descobrir algum tipo de vida alienígena.

Na semana passada, Shallue foi um dos responsáveis por uma descoberta sem precedentes anunciada pela NASA, quando a agência revelou ter detectado oito planetas orbitando uma estrela por aí, de maneira similar ao Sistema Solar. Ele, muito interessado por tudo o que diz respeito ao espaço, ficou sabendo de uma grande quantidade de dados obtidos pelo telescópio espacial Kepler, da agência espacial, e decidiu colaborar para com o projeto.

"O machine learning realmente brilha em situações em que há tantos dados que humanos não conseguem analisá-los por conta própria", declarou Shallue, que recrutou o astrofísico Andrew Vanderberg para participar do projeto da NASA. Juntos, eles criaram uma rede neural com os dados do Kepler, resultando em uma inteligência artificial exclusiva para esta análise. Então, a IA aprendeu a reconhecer pequenos padrões de luzes indicando a existência de planetas orbitando estrelas conhecidas.

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Os resultados impressionam. "Nós recebemos vários falsos positivos para a existência de planetas, mas muitos outros resultados de potenciais planetas reais", garante a dupla. Eles comparam o método à filtragem de pedras para se encontrar as preciosas ali no meio: "se você tem uma peneira mais fina, você vai ter mais rochas, mas você pode capturar mais jóias, também".

E, além de descobrir mais exoplanetas, o método também pode ser usado para descobrir a existência de vida alienígena. "A principal razão pela qual nós decidimos trabalhar no projeto é que a IA nos ajuda a medir o quão comum é a existência de planetas similares à Terra orbitando estrelas similares ao Sol", explica Vanderberg, estimando que será possível confirmar que existe, sim, vida extraterrestre, por volta dos anos 2030 a 2050.

Fonte: CNBC

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