Jeff Bezos quer enviar cargas à Lua até o ano de 2023

Por Felipe Demartini | 06 de Julho de 2018 às 09h31

Em cinco anos, quem estiver explorando a Lua poderá contar com todo o portfólio de produtos vendidos pela Amazon (ou quase isso). A ambição de Jeff Bezos, CEO da gigante do e-commerce e também da Blue Origin, sua empresa de exploração espacial, é chegar ao satélite até 2023, criando um sistema de cargas que apoiará a colonização humana do satélite.

A ideia está sendo desenvolvida juntamente com a NASA e faz parte dos planos da própria, que pretende retornar à Lua já em 2019, inicialmente levando robôs e, na sequência, levando a humanidade de volta ao nosso satélite natural. Aqui, estamos falando apenas de missões com astronautas, mas, no futuro próximo, a ideia é criar assentamentos permanentes no satélite — e é aí que entra a Blue Origin, que está desenvolvendo um sistema de frete para pouso de múltiplas toneladas de equipamento por vez.

Não apenas isso, mas a montagem de equipamentos, alojamentos e outros recursos é essencial. Em uma conversa com estudantes no Museu da Aviação de Seattle, nos Estados Unidos, Bezos já havia comentado sobre o assunto, afirmando que, se os humanos forem efetivamente “morar” na Lua, as máquinas precisam estar lá primeiro para arrumar a casa.

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Para isso, serão usados sistemas de robótica e machine learning que chegarão junto com os materiais, com um prazo limite até 2023, de preferência antes, para que isso aconteça. AC Charania, diretor de desenvolvimento de negócios da Blue Origin, voltou a falar sobre o assunto nesta semana, afirmando que o projeto Blue Moon, como está sendo chamado, está ativo e em pleno andamento, com a previsão de finalização já no horizonte e com tudo em dia.

A ideia da companhia de exploração espacial vai além, como acontece com outras empresas privadas do ramo. Depois da NASA e do governo dos EUA, é claro, a ideia é vender os mesmos serviços de transporte interplanetário para governos internacionais e, logicamente, também para o turismo.

Todo esse movimento só foi possível, segundo Bezos, devido a descobertas recentes, principalmente em relação à presença de água na Lua. De volta à sua fala em Seattle, diante de um grupo composto por diversos públicos, desde crianças até cientistas e especialistas, ele comentou que o satélite é um lugar muito seco, já que a água em sua superfície se transforma facilmente em vapor, por causa do vácuo, quando aquecida pelo Sol.

No polo Sul, entretanto, existem crateras com água congelada e intocada. E nas palavras simples do executivo, com ela é possível “fazer oxigênio” por meio de um processo de eletrólise, que, com o devido tratamento, pode ser respirado ou transformado em combustível para foguetes. Foi essa a descoberta que, de acordo com Bezos, mudou a história do retorno do homem à Lua e permitiu iniciativas como a que estamos vendo agora, com o projeto Blue Moon.

Enquanto trabalha na colocação de carga nas areias da Lua, a Blue Origin também volta seu olhar para os terráqueos, e como mais uma forma de financiar suas pesquisas, já anunciou que começará a vender bilhetes para passageiros em suas espaçonaves a partir do ano que vem, para voos simulados e pequenos passeios. A exploração turística do satélite ainda não é assunto de comentário, mas, para todo mundo, é óbvio que também não deve demorar a chegar.

Fonte: Geek Wire, Geek Wire (Youtube)

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