Japão quer usar veículo lunar que salta e utiliza combustível à base de água

Por Danielle Cassita | 02 de Outubro de 2020 às 17h15
Tumisu/Pixabay

No início desta semana, a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA) comunicou que tem planos para se envolver na exploração lunar durante a década de 2030 e, para seus veículos, deverá utilizar combustível produzido a partir do hidrogênio extraído da água dos depósitos de gelo na Lua.

Essa iniciativa é bastante vantajosa, uma vez que o combustível produzido a partir da água local deverá ter custos bem menores em relação àqueles gerados com o transporte da água necessária da Terra — principalmente ao considerar uma estimativa de cinco e sete missões tripuladas. O combustível derivado de água é feito com a separação do oxigênio e hidrogênio com uma célula solar, e a energia é gerada com a reunião destes elementos. Então, a JAXA estima que 37 toneladas de água seriam necessárias para uma viagem de ida e volta da estação espacial lunar Gateway.

Conceito de estação lunar orbital (Imagem: Reprodução/JAXA/VIA KYODO)

A estação deverá ser desenvolvida ao longo da década de 2020, e os pesquisadores esperam que o polo sul lunar tenha fábricas de combustível por volta de 2035. Assim, a JAXA acredita que o combustível em questão será aplicado numa nave reutilizável que irá levar e trazer astronautas para a estação orbital Gateway, sa NASA, e também em um veículo de transportes que poderá viajar até mil quilômetros na superfície lunar. Este veículo poderá levar de duas a quatro pessoas e, devido à baixa gravidade, o veículo não vai se deslocar com rodas, mas sim com pequenos saltos pela superfície da Lua.

O projeto da estação Gateway será feito em uma parceria com os Estados Unidos; para isso, a agência espacial japonesa já solicitou fundos governamentais de aproximadamente U$ U2,7 bilhões anuais pelos próximos 15 anos. Ainda, o ministro da ciência planeja solicitar uma soma de U$ 2,7 bilhões para o orçamento da JAXA no próximo ano. Na última década, os recursos anuais não foram além de U$ 1,8 milhão.

Os Estados Unidos e Japão não são os únicos países a apresentarem planos para realizar buscas mais profundas dos aquáticos da Lua; a China, por exemplo, já pousou uma nave não tripulada na superfície lunar, e planeja enviar uma sonda para a Lua no final deste ano para coletar amostras de solo.

Fonte: MoonDaily, JapanTimes

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