Elon Musk quer usar foguetes como se fossem aviões

Por Redação | 29 de Setembro de 2017 às 12h34

Chegar até Marte não é o único sonho do empreendedor Elon Musk – ele também quer reduzir, e muito, os tempos de viagens terrestres. Depois do anúncio do Hyperloop, transporte de superfície que é mais veloz do que os trens-bala japoneses, agora a ideia do executivo é usar foguetes espaciais para a realização de viagens intercontinentais.

Os números apresentados por ele são impressionantes. Uma viagem entre as cidades de Bangkok, na Tailândia, e Dubai, nos Emirador Árabes Unidos, levaria 27 minutos, enquanto ir de Los Angeles, nos EUA, até Xangai, na China, tomaria 39 minutos. Na comparação com a aviação comercial convencional, os tempos desses voos são de, respectivamente, 6h30 e 13h45.

O projeto já está em andamento pelas mãos da SpaceX e deve começar a operar até 2022. O prazo semelhante ao da primeira missão ao Planeta Vermelho não é coincidência, pois Musk aposta na economia de recursos para colocar as coisas para caminharem, pois quer utilizar, em sua plataforma de transporte intercontinental, a mesma tecnologia de foguetes que pretende levar a Marte e também usados na exploração comercial do espaço. Segundo ele, os avanços de uma tecnologia devem levar a novidades em todas as outras.

Todo o trajeto aconteceria acima da atmosfera da Terra. Com menos resistência e maior potência, os foguetes poderiam atravessar grandes distâncias em tempo recorde. Além disso, o empreendedor aponta que essa alternativa gera viagens mais tranquilas, sem turbulência e nem outros fatores influenciados pelo clima do planeta.

Segundo Musk, a construção das naves para uso no transporte intercontinental deve levar de seis a nove meses, tempo que também já está sendo contado para a apresentação do primeiro protótipo. Ele comparou os modelos a outros já existentes e utilizados para lançamento de satélites, mas com as características de reaproveitamento que permitem que as naves pousem e decolem novamente, o que reduziria amplamente os custos das viagens no longo prazo.

O anúncio foi feito durante o Congresso Internacional Astronáutico, um evento que chega ao fim nesta sexta-feira (29), em Adelaide, na Austrália, e sempre gera notícias parecidas com as dos filmes de ficção científica, só que reais. Foi lá, por exemplo, o anúncio de que a NASA está se unindo à Roscosmos, a agência espacial russa, para construção de uma estação espacial na Lua.

Fonte: Gadgets 360

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