Elon Musk diz que projeto Starlink é fundamental para receita da SpaceX

Por Patrícia Gnipper | 16 de Maio de 2019 às 13h48
Tudo sobre

SpaceX

Saiba tudo sobre SpaceX

Ver mais

A SpaceX está começando a lançar os primeiros satélites que farão parte de uma frota de milhares de satélites na órbita da Terra para fornecer internet a qualquer região do mundo. E, de acordo com o CEO Elon Musk, este projeto, chamado Starlink, é fundamental para o financiamento da SpaceX no que diz respeito à exploração de Marte.

Musk declarou nesta semana que a Starlink servirá como principal gerador de dinheiro para a SpaceX, ainda que tenha feito questão de ressaltar que sua empresa espacial tem o capital necessário para completar a primeira e mais importante fase do projeto de satélites de internet.

A Starlink visa criar uma rede interconectada de satélites na baixa órbita da Terra, o que vem sendo chamado de "constelação de satélites", capaz de transmitir internet de alta velocidade a qualquer lugar do planeta. A ideia é lançar 11.943 satélites para tal, com o lote dos primeiros 60 provavelmente sendo lançado nesta quinta-feira (17) — o lançamento estava marcado para quarta (16), mas precisou ser adiado devido a fortes ventos na região.

Nas palavras de Musk, "vemos isso [a Starlink] como uma maneira de a SpaceX gerar receita que pode ser usada para desenvolver foguetes e naves espaciais cada vez mais avançadas; acreditamos que podemos usar a receita da Starlink para financiar o Starship". Starship é o nome do enorme foguete reutilizável que a empresa vem testando nos últimos meses, que será capaz de lançar naves para outros mundos — como Marte. Tal foguete será capaz de transportar até 100 pessoas de uma só vez para a Lua ou ao Planeta Vermelho.

Em fevereiro do ano passado, a SpaceX lançou dois satélites de teste do projeto Starlink, e desde então vinha conseguindo financiamentos e buscando aprovação de órgãos oficiais do governo dos Estados Unidos para iniciar a frota real de satélites do projeto — o que está acontecendo agora em 2019. Musk diz que a empresa precisará de mais seis lançamentos, com 60 satélites por voo, para conseguir uma cobertura mínima, iniciando então a primeira fase de operação da Starlink. Com 720 satélites em órbita (em uma dúzia de lançamentos), a cobertura seria considerada "moderada".

Musk também explicou que cada satélite tem "cerca de um terço de conectividade útil" e, para evitar colisões no espaço, eles "vão manobrar automaticamente em torno de qualquer detrito orbital". O CEO prevê que, se a empresa conseguir manter o cronograma de lançamentos, ela terá a maioria dos satélites em órbita ao redor da Terra dentro de dois anos.

Fonte: CNBC

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.