Colisão entre estrelas, marcada para 2022, não vai mais acontecer

Por Felipe Demartini | 11 de Setembro de 2018 às 10h32
photo_camera NASA

Um erro de digitação em dados de observatórios levou à previsão errada de uma colisão entre estrelas, que estava marcada para acontecer em 2022. Dois astros da constelação de Cygnus iriam entrar em choque, gerando uma forte luz vermelha que seria vista da Terra por alguns minutos, mas, de acordo com novas informações da San Diego State University, esse fenômeno não vai mais acontecer.

A mudança nos planos foi confirmada pelo astrônomo Larry Molnar, do Calvin College, responsável pela previsão original. Ela foi baseada em informações obtidas pelo observatório da instituição entre 2013 e 2016, mas que continham uma discrepância de 12 horas no tempo do eclipse entre as duas estrelas do sistema KIC 9832227, um sistema estelar que fica a 1.800 anos-luz da Terra.

Originalmente, Molnar havia trabalhado com dados obtidos entre 2013 e 2016, da própria organização, e, antes disso, utilizava informações mensuradas a partir de 2007 e oriundas de outros observatórios. A indicação do erro, transferida para os cálculos posteriores, porém, apareceu em um trabalho publicado em 2004 e referente a análises feitas pelo Projeto Vulcânico Ames, da NASA, em 1999.

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Com as informações originais, então, foi feita a previsão de colisão entre os astros em 2022, mas, agora, os pesquisadores desconhecem quando e se esse fenômeno realmente vai acontecer. Apesar disso, ele é bem possível, uma vez que as estrelas da constelação de Cygnus estão no que os cientistas chamam de “dança da morte”, orbitando perigosamente próximas entre si. Basta que os números se alinhem para que o encontro aconteça.

Segundo os dados, os astros levam apenas 11 horas para completar uma órbita completa entre si e permanecem tão unidas que compartilham até mesmo partes de suas atmosferas. A partir da Terra, é possível observar eclipses constantes entre elas e é a partir destes momentos que é feito o cálculo sobre uma possível colisão.

Molnar agradeceu ao trabalho da Universidade de San Diego, enaltecendo o poder da ciência de contradizer suas próprias conclusões. Quentin Socia, da instituição, afirmou que o novo cálculo nasceu a partir de questionamentos das previsões originais e que, agora, a equipe continuará trabalhando para entender o sistema e, quem sabe, prever um novo encontro entre as duas estrelas.

Fonte: ScienceAlert, Mistérios do Espaço

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