Cientistas descobrem um novo tipo de supernova explodindo no espaço

Por Redação | 17 de Agosto de 2017 às 07h29

Dezoito telescópios robotizados foram usados por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, para captar um tipo diferente de explosão de supernova, revelando informações surpreendentes sobre a estrela que acompanha a anã branca explodida.

O nosso conhecimento quanto a explosões cósmicas, até então, acreditava haver apenas dois tipos de supernovas no universo: a que ocorre no final do ciclo de vida de uma estrela, quando seu "combustível" é esgotado em seu núcleo e se inicia o colapso; e a que ocorre quando uma anã branca (núcleo de uma estrela já falecida) começa a reunir matéria de outra estrela do mesmo tipo em sua proximidade, ficando muito massiva e, consequentemente, explodindo.

Mas a nova observação da supernova que foi chamada de SN 2017cbv notou um brilho azul, o que seria incomum nesse tipo de fenômeno. Minutos depois, David Sand, professor da universidade, ativou 18 telescópios, que fazem parte do Observatório de Las Cumbres, para monitorar melhor o evento. “Com a capacidade do observatório de monitorar a supernova a cada poucas horas, conseguimos ver a maior parte do aumento e queda do brilho azul pela primeira vez”, contou o autor do estudo, Griffin Hosseinzadeh, estudante da Universidade da Califórnia.

Então, os pesquisadores entenderam que a anã branca que resultou a supernova estava, na verdade, capturando a matéria de uma estrela que é aproximadamente 20 vezes maior do que o nosso Sol e, consequentemente, não se trata de uma outra anã branca. Ao se expandir o suficiente para se tornar uma supernova, a anã branca em questão colidiu com a outra estrela, o que gerou o tal brilho azul rico em luz ultravioleta.

Essa é a primeira vez que os cientistas observaram esse tipo de supernova. “O universo é mais louco do que os autores de ficção científica ousaram imaginar”, brincou Andy Howell, cientista da equipe do Observatório de Las Cumbres. A pesquisa com todos os detalhes da descoberta histórica foi publicada no periódico científico Astrophysical Journal.

Fonte: New Atlas

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