Brasil será representado por 10 estudantes em competições gringas de astronomia

Por Redação | 01 de Setembro de 2017 às 16h23

Os dez estudantes que se destacaram na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) em 2016 serão os representantes do Brasil em competições internacionais. Os alunos são todos do ensino médio e serão divididos em dois grupos. Enquanto o primeiro participará da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia (OLAA), no Chile, o outro irá para a Tailândia para disputar a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA).

Os alunos que levarão a jovem astronomia brasileira para o exterior são Bruno Gorresen Mello (PA), João Vitor Guerreiro Dias (SP), Nathan Luiz Bezerra Martins (CE), Pedro Pompeu de Sousa Brasil Carneiro (CE) e Vinicius Azevedo dos Santos (CE), além de Bruno Caixeta Piazza, Danilo Bissoli Apendino, Fernando Ribeiro de Senna, Henrique Barbosa de Oliveira e Miriam Harumi Koga, todos do estado de São Paulo.

Pedro Pompeu de Sousa Brasil Carneiro, de 17 anos, começou a se interessar por astronomia quando tinha somente 11 anos de idade, graças a um professor que criou um clube sobre o tema em sua escola. O aluno já escolheu a carreira que deseja seguir, se tornando engenheiro espacial.

Já Miriam Harumi Koga, também de 17 anos de idade, já ganhou 42 medalhas em olimpíadas nacionais, estaduais e regionais de diversas disciplinas, e ela é a única menina do grupo que vai ao Chile. “Existe uma participação notavelmente menor de garotas em olimpíadas de exatas comparada a de garotos, e a desigualdade vai se intensificando conforme a idade dos alunos cresce. Provavelmente, este cenário está ligado a um menor incentivo que as garotas recebem da sociedade como um todo para se aprofundar nas exatas. Trata-se de uma consequência do fato de crianças de gêneros diferentes receberem tratamentos diferentes, e não de um menor interesse inato por parte das mulheres como muitas vezes se pensa”, afirma a jovem.

Para chegar ao seleto grupo de dez representantes, o processo considerou três mil estudantes, que realizaram provas online desenvolvidas pelo Observatório Nacional e também pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins. Então, os cem primeiros aprovados passaram por uma seletiva presencial, que aconteceu no Rio de Janeiro. As provas consideraram conhecimentos teóricos de astronomia e astrofísica, manuseio de telescópios e reconhecimento do céu.

Os dez finalistas, agora, passarão por um período de preparação com especialistas em grupos de estudo, oficinas, observação do céu noturno com instrumentos e também a olho nu, como etapa final da preparação para a IOAA e a OLAA.