Boeing enfrenta novo problema com nave para levar astronautas dos EUA até a ISS

Por Wagner Wakka | 23 de Julho de 2018 às 15h28
Divulgação

A NASA tem mais um episódio no drama que pode deixar os Estados Unidos sem um astronauta na Estação Espacial Internacional (ISS). A Boeing, empresa que está construindo um dos veículos espaciais para levar o próximo astronauta norte-americano até a ISS, confirmou que houve um problema de design, o qual vai atrasar o cronograma do projeto.

Em comunicado oficial enviado ao jornal The Washington Post, a companhia informou que encontrou um vazamento no mecanismo de propulsão do sistema de abortar a missão durante testes no mês passado.

“Nós estamos conduzindo uma investigação com assistência de parceiros da NASA e da indústria. Estamos confiantes que podemos encontrar a causa e seguir em frente com ações corretivas”, informa a empresa no comunicado.

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É provável que o problema atrase ainda mais o projeto de criação do veículo para levar os astronautas norte-americanos. A expectativa era de que a empresa começasse a fazer testes tripulados já no próximo mês no Kennedy Space Center ,na Flórida.

Corrida contra o tempo

A questão para os Estados Unidos é que seu último astronauta na ISS deve voltar para a Terra em novembro de 2019 a bordo da nave russa Soyuz. Há poucas semanas, um relatório do Gabinete de Contabilidade do Governo (GAO, na sigla inglesa) dos EUA, revelou que o programa Commercial Crew em parceria com a SpaceX e Boeing está atrasado e pode resultar na ausência de um astronauta do país na ISS.

Caso ambas as empresas não consigam de fato comprir o cronograma e entregar seus próprios veículos até esta data, a NASA terá de engolir o orgulho da corrida espacial e pedir ajuda novamente ao concorrente russo.

Para além da questão geopolítica, a negociação de um assento norte-americano na Soyuz para substituir o atual astronauta dos Estados Unidos custaria pelo menos US$ 70 milhões a mais para o governo do país.

O cronograma inicial era de que as duas empresas já tivessem tecnologia para viagens tripuladas em 2016 ou 2017. Contudo, as novas promessas jogaram esta expectativa para novembro, no caso da Boeing, e dezembro, no caso da SpaceX.

Entretanto, para utilização da NASA, tais veículos ainda precisam passar por certificação interna da Agência. Isso é, serem submetidos a uma série de demorados testes. Assim, caso ambas as empresas realmente consigam já lançar seus veículos tripulados ainda em 2018, tal certificação aconteceria em dezembro de 2019, para a Boeing, e em janeiro de 2020, no caso da SpaceX.

O problema é que o relatório do GAO mostra que ambas ainda estão em atraso – o que deve jogar tais certificações para um mês depois, ou seja, janeiro de 2020 para a Boeing e fevereiro de 2020 para a SpaceX.

Neste contexto, agora com este novo problema, tudo indica que, após novembro de 2019, esta seja a primeira vez na história recente da humanidade que a nação conhecida como a líder em exploração espacial não conte com um representante na ISS.

Fonte: Gadget 360

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