Boeing adia em mais de três meses voo de teste com a nave Starliner para a NASA

Por Patrícia Gnipper | 21 de Março de 2019 às 20h30
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De acordo com fontes da Reuters, a Boeing precisou adiar por pelo menos mais três meses o primeiro voo de teste, não tripulado, com a nave Starliner, que faz parte do Comercial Crew Program da NASA — programa que levará astronautas da agência espacial à Estação Espacial Internacional (ISS) a partir do ano que vem. A rival SpaceX, no entanto, já fez o primeiro voo não tripulado da nave Crew Dragon com sucesso no início de março, com o primeiro teste tripulado agendado para junho.

Este primeiro voo da Starliner estava previsto para acontecer em abril, e agora deverá rolar somente em agosto, enquanto o primeiro voo tripulado, ainda em caráter de testes, deveria acontecer em agosto, mas agora foi postergado para novembro. Em fevereiro, a NASA teria alertado a Boeing sobre questões de segurança que a empresa, bem como a SpaceX, deveria se atentar antes de transportar pessoas em suas novas espaçonaves. Ainda não se sabe exatamente por que os testes da Boeing precisaram ser adiados mais uma vez.

As naves Starliner (Boeing) e Crew Dragon (SpaceX)

Em contato com a Reuters, um porta-voz da NASA disse que a nova atualização no cronograma será divulgada publicamente na próxima semana. A agência espacial está pagando à Boeing e à SpaceX cerca de US$ 6,8 bilhões para a construção dos novos foguetes e naves reutilizáveis para fazer este trajeto entre a Terra e a ISS, e depois de volta à Terra.

A NASA depende da Rússia para esse transporte desde 2011, quando encerrou o programa dos Ônibus Espaciais, e cada assento na nave Soyuz custa dezenas de milhões de dólares. Então, contar com as empresas privadas norte-americanas para tal, ainda mais com foguetes reutilizáveis, significa uma grande economia de dinheiro para os EUA, além da liberdade de não precisar mais contar com os russos para tal. Mas o tempo está passando, e a NASA somente tem contratos com a Roscosmos para mais dois lançamentos (um em 2019 e outro no início de 2020). Sendo assim, as soluções da SpaceX e da Boeing precisam estar funcionando até lá — do contrário, pela primeira vez na história, os EUA não terão nenhum astronauta trabalhando na ISS, que abriga turmas periódicas de tripulantes desde o ano 2000.

Fonte: Reuters

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