Vacina para Zika já pode ser testada em humanos

Por Redação | 20 de Junho de 2016 às 16h11

Uma vacina experimental para o vírus Zika recebeu aprovação do FDA, órgão responsável pela regulamentação de medicamentos nos Estados Unidos, para o início dos testes em seres humanos. A GLS-5700, de fabricação da Inovio Pharmaceuticals e da GeneOne Life Science deve entrar em experimentos nas próximas semanas.

A primeira etapa dos testes consiste em verificações de efetividade e dosagem. 40 pessoas saudáveis farão parte da bateria inicial, que tem como objetivo provocar uma resposta imunológica ao Zika, além de determinar qual a quantidade ideal de administração, de acordo com o peso e faixa etária de cada indivíduo. Os primeiros resultados devem sair ainda neste ano.

Apesar dessa agilidade, entretanto, tanto o FDA quanto os próprios fabricantes da vacina avisam que ainda pode levar alguns anos até que ela esteja plenamente disponível para a população. A GLS-5700 obteve respostas consideradas positivas em seus testes com animais e é um dos projetos mais avançados no combate ao Zika, entretanto, sua finalização ainda está bem longe de acontecer.

Outro experimento, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Saúde do governo americano, também está em sua etapa final de experimentos com animais e prestes a receber autorização oficial para testes com humanos. Estes, entretanto, devem acontecer no segundo semestre e a estimativa também é a mesma, de que ainda estamos há alguns anos de distância de uma vacina que seja eficaz contra o Zika e esteja amplamente disponível para a população mundial.

O que significa que, possivelmente, teremos mais um surto da doença no verão brasileiro do ano que vem. Transmitida pelo Aedes Aegypti, o mesmo mosquito responsável por espalhar a dengue, o vírus Zika tem reflexos mais graves por estar associado a casos de microcefalia em bebês, caso a infecção aconteça em mulheres grávidas. A doença também foi ligada, mais tarde, à Síndrome de Guillain-Barré, capaz de causar paralisia muscular com efeitos permanentes e até mesmo a morte.

De acordo com o Ministério da Saúde, até o início de maio deste ano, foram localizados 138 mil possíveis casos de infecção por zika no país, dos quais 49,8 mil foram confirmados. A maior incidência é no estado do Mato Grosso, com 558 casos de possível infecção para cada 100 mil habitantes. A alta incidência levou a Organização Mundial de Saúde a emitir alertas sobre viagens para o Brasil, principalmente para mulheres grávidas, e pediu atenção das autoridades e turistas durante as Olimpíadas, que acontecem em agosto.

Fontes: QZ, Globo.com

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