Testes da NASA são interrompidos por problemas em câmera

Por Redação | 10.08.2016 às 13:16

A união entre desempenho e belas imagens é uma tradição da NASA, e foi colocada à prova em um teste de foguetes realizado na última semana pela agência espacial. A utilização de uma câmera de alta definição e com capacidade de capturar imagens em HDR deveria servir para melhorar a eficácia de foguetes, entretanto, os primeiros testes da tecnologia tiveram que ser interrompidos quando o cabo de força do equipamento se soltou após alguns minutos de uso.

A ideia da organização é observar os padrões de combustão no interior da chama que é expelida pelo tubo de escape a partir de um conjunto de câmeras, cujas imagens são combinadas posteriormente. Se sensores convencionais são capazes de registrar apenas um grande clarão, o criado pela NASA pode capturar padrões e a movimentação das chamas, mostrando falhas, pontos de ociosidade ou o inverso, os pontos em que o gasto está sendo alto demais para a performance que se deseja obter.

Entretanto, o que os pesquisadores da agência não contavam era que a força do foguete seria tão grande a ponto de desconectar os cabos de energia da câmera, interrompendo a captação das imagens pela metade. A força da explosão fez com que o chão da área de testes tremesse, causando o problema. Felizmente, ele parece ser facilmente solucionável e não deve atrasar o cronograma de experimentos da NASA.

A ideia é reduzir os custos de lançamento e utilização de foguetes, principalmente durante o lançamento, momento em que eles precisam de mais força para escaparem da gravidade da Terra. Na medida em que as tecnologias especiais evoluem, entretanto, maiores são os gastos com foguetes e combustível, o que demanda experimentos desse tipo em uma tentativa de reduzir os custos.

Mesmo com a falha, a NASA se disse satisfeita com os resultados técnicos, enquanto, assim como todos nós, se impressionou com a beleza das imagens de uma chama tão poderosa em pleno funcionamento. A captura em alto alcance dinâmico permite observar uma maior quantidade de cores e formas, com menos ruído e maior contraste entre diferentes tons.

O foguete utilizado é o “Qualification Motor 2”, chamado pela agência de "o sistema de lançamento mais poderoso já produzido", capaz de gerar mais de 1,6 milhões de quilos de propulsão. Ele deve entrar em operação em 2018, junto com outros dispositivos que fazem parte de um sistema de lançamento.

Fonte: The Register