Teste genético poderá indicar risco de Alzheimer aos 35 anos

Por Redação | 07.07.2016 às 21:30

Estima-se que a Doença de Alzheimer atinja mais de 36 milhões de pessoas em todo o mundo. E, só no Brasil, há cerca de 1,2 milhões de casos relatados. Apesar de não existir cura, especialistas acreditam que quanto mais cedo o problema for detectado, maiores as chances dos sintomas serem atenuados. A partir do estudo das bases genéticas da doença, pesquisadores de Boston descobriram um novo teste genético que pode dar o passo inicial para a detecção precoce do distúrbio do cérebro. O método pode dar esperança para que os sintomas apareçam somente após vários anos da detecção.

Na pesquisa divulgada, foram examinados genes de participantes considerados novos e saudáveis à procura da presença de variações associadas ao Alzheimer. O estudo mostrou que os adultos mais jovens que possuíam muitas dessas variações tinham um hipocampo – região do cérebro responsável pela formação de memórias – menos desenvolvido que o dos outros participantes.

Apesar de significativa em termos estatísticos, essa relação do tamanho do hipocampo com a doença estudada ainda não prova nada, mesmo que a detecção seja bastante evidente.

alzheimer

Por outro lado, quado o estudo foi realizado com um grande número de pessoas mais velhas e livres da doença, o teste genético foi capaz de diferenciar aquelas com memória mais fraca e com dificuldades cognitivas daquelas cujas funções mentais ainda eram fortes.

Os cientistas chegaram à conclusão de que, em média, aqueles com maiores variações genéticas tendiam a ter o hipocampo relativamente menor e maior presença da proteína Beta-amilóide, responsável pela formação das placas associadas à Doença de Alzheimer. Além disso, descobriram que durante um período de 3 anos de estudo, 15 dos 194 participantes saudáveis desenvolveram uma espécie de insuficiência leve de raciocínio. E também que dentre as 332 pessoas que no início do estudo já apresentavam esse sintoma, 143 chegaram a desenvolver a doença propriamente dita.

Os responsáveis pela pesquisa afirmam que os especialistas então apenas começando a entender o que os fatores genéticos significam para o desenvolvimento do distúrbio. Heather Snyder, da Associação de Alzheimer dos Estados Unidos, diz que os resultados são os primeiros passos para a compreensão, mas ainda existem diversos caminhos a seguir. Ela acredita que futuramente os teste genéticos poderão prever com precisão o grau do risco que uma pessoa terá de desenvolver a doença cerebral. Entretanto, ele alerta que ainda não chegaram nesse nível, então não adianta sair correndo para fazer esse tipo de exame.

Via: Techtimes