SpaceX e Boeing enfrentam problemas para enviar astronautas ao espaço

Por Redação | 17.02.2017 às 09:02

A NASA vem sofrendo diversos revezes desde que lançou seu programa de parcerias com a iniciativa privada para transportar astronautas para a Estação Espacial Internacional (EEI). Atraso após atraso, a iniciativa que deveria estrear efetivamente este ano aparentemente só vai decolar em 2019 -- e os grandes culpados disso são a SpaceX e a Boeing. Pelo menos é isso o que afirma o Gabinete de Prestação de Contas do Governo dos EUA.

Em um relatório publicado nesta quinta-feira (16), a agência federal que faz auditorias para o Congresso norte-americano aponta problemas de design e riscos que devem ser corrigidos tanto pela SpaceX quanto pela Boeing antes de elas estarem aptas a enviar homens à EEI. Como isso deve levar algum tempo, a recomendação do Gabinete é que a NASA encontre um Plano B para diminuir o custo das viagens para Estação. Atualmente, a única forma de os astronautas norte-americanos chegarem até elas é usando o foguete russo Soyuz, cujos assentos são alugados aos EUA por US$ 80 milhões/pessoa.

No caso da SpaceX, a companhia tem de ajustar alguns problemas de design da cápsula Dragon e do foguete Falcon9 apontados pela governo norte-americano. Por exemplo, há uma semana foi detectado um padrão de rachadura nas turbinas do motor do foguete, algo tido pela NASA como um "risco inaceitável". O conserto já está sendo providenciado e, com ele, mais cinco ajustes de design devem ser feitos.

Já no caso da Boeing o problema é muito mais burocrático do que de mecânico ou de design. A companhia tem uma parceria com a Rússia, que fornece os motores dos foguetes utilizados para levar a cápsula CST-100 ao espaço. Por causa disso, a agência espacial norte-americana não tem acesso à documentação do propulsor para poder certificá-lo. Sem a certificação, a empresa não está apta a transportar os astronautas para a EEI.

Apesar dos entraves, a expectativa é que tudo seja solucionado até o fim deste ano. Antes de serem aprovadas pela NASA, entretanto, as companhias terão de realizar testes reais com astronautas, levando-os à EEI em voos de teste antes de obter a certificação. Caso o novo cronograma seja cumprido, essa fase deve se estender ao longo de todo o ano de 2018, e somente em 2019 é que as certificações devem sair para as empresas trabalharem efetivamente para a NASA.

Fonte: The Verge