SpaceX e Blue Origin rompem fronteiras na indústria aeroespacial

Por Redação | 01 de Dezembro de 2015 às 16h00

Depois de anos realizando lançamentos testes sob a supervisão da NASA, a empresa de Elon Musk finalmente conseguiu autorização da agência para lançar astronautas à Estação Espacial. Além da SpaceX, a única empresa que tem permissão da NASA para fazê-lo é a Boing.

"É importante ter pelo menos duas empresas norte-americanas com grande capacidade para levar a tripulação e experiências científicas críticas do solo americano para a estação espacial ao longo de sua vida útil", disse Kathy Lueders, gerente do Programa de Tripulação Comercial da NASA, por meio de um comunicado.

A NASA entregou à SpaceX sua primeira ordem de missão com tripulação na última sexta-feira (27), abrindo caminho para que a empresa com sede na Califórnia transporte regularmente astronautas para o espaço e de volta à Terra.

A SpaceX vai usar a nave espacial Crew Dragon para transportar até sete astronautas por lançamento, enquanto a Boing está aperfeiçoando sua nave CST-100 Starliner. A primeira missão para lançar astronautas à estação espacial liderada por uma empresa privada está sendo planejada para 2017.

Jeff Bezos também comemora vitória na indústria aeroespacial

Elon Musk não é o único CEO bilionário que tem motivos para comemorar. Jeff Bezos, fundador e CEO da Amazon, usou o Twitter para celebrar um pouso bem-sucedido de um foguete de sua outra empresa, a Blue Origin.

Na última terça-feira (24), o executivo foi até a rede social para dizer que a companhia conseguiu pousar um foguete reutilizável com sucesso. “O pouso controlado não é fácil, mas bem feito pode parecer fácil”, escreveu.

Enquanto muitos podem pensar que a Blue Origin ultrapassou a SpaceX nos seus esforços relacionados à foguetes usados, Elon Musk fez questão de salientar que "é importante esclarecer a diferença entre 'espaço' e 'órbita'".

Após parabenizar seu concorrente por alcançar a VTOL (Decolagem e Aterrissagem Vertical), o CEO da SpaceX usou o Twitter para minimizar o feito, dizendo que a cápsula da Blue Origin voou a uma altitude suborbital, o que torna menos difícil o pouso perfeito do foguete em terra firme, uma vez que a velocidade necessária para ficar em órbita é de cerca de 8 quilômetros por segundo.

Com informações do Tech Insider e Re/code

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