Experimento faz você andar sobre célula de câncer via realidade virtual

Por Redação | 31 de Agosto de 2016 às 21h30
photo_camera Reprodução/Mashable

A fim de fazer algo diferente? Que tal andar sobre uma célula? Sim, é isso mesmo que você leu. O diretor do Laboratório de Estética e Visualização 3D da Universidade de New South Wales, John McGhee, criou um mecanismo que permite a você ficar frente a frente com uma célula de câncer de mama.

Utilizando dados vindos de um microscópio de alta resolução da Universidade de Queensland, o expert em CGI recriou a célula de câncer em realidade virtual utilizando o Unity, uma plataforma de desenvolvimento para vídeo games.

Ao usar o headset HTC Vive VR, o usuário pode experimentar andar em cima da célula, observar a textura, cor, luz e efeitos da obra, enquanto vê o material absorver nanopartículas de drogas. Para tornar a experiência ainda mais incrível, é possível utilizar controles de mão para navegar na realidade virtual.

O cientista conta que o experimento foi desenvolvido com objetivos educacionais. "Quando você está imerso no headset, ele ajuda você a entender os processos complicados que acontecem com a célula, diferente de quando você apenas vê a tela de um computador", explica.

Diversos projetos

Além do projeto com a célula de câncer, McGhee também trabalha em outras iniciativas de realidade virtual. Com o uso do headset Oculus Rift VR, outro projeto do professor foca no uso potencial do RV na reabilitação de pacientes que tiveram acidente vascular encefálico. O diretor de reabilitação do Hospital St. Vincent Sydney, Steve Faux, tem trabalhado com o diretor há três anos na empreitada.

Para criar a experiência, o time médico pega as informações do paciente e determina o tipo de problema cerebral enfrentado por ele. Com isso, McGhee cria um tour personalizado da condição do enfermo nos mesmos moldes da experiência com a célula de câncer.

"Nós andamos pelo caminho onde o sangue passa e recriamos o derrame. Se foi um fechamento lento de veias, nós mostramos isso, se foi alguma outra questão, mostramos também", explicou Faux. Segundo o diretor, o impacto nos pacientes é marcante, pois é a primeira vez que muitos realmente entendem o que aconteceu.

Nos próximos anos, McGhee espera descobrir o impacto de suas experiências com cientistas para avaliar como a técnica pode ajudar na visualização de dados de uma maneira nova. "Muito dos dados são coletados de scanners, mas eles frequentemente não são divulgados. Como nós os expomos e os colocamos em plataformas de uma maneira engajadora?", questiona

Fonte: Mashable

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