Para Netflix, Pokémon GO e grandes filmes são seus verdadeiros rivais

Por Redação | 10 de Agosto de 2016 às 18h29

A guerra entre os canais de televisão e a Netflix é clara e constante, mas pelo que afirma a empresa de streaming, ela pode estar sendo travada apenas de um único lado. Na visão de Ted Sarandos, diretor de conteúdo da companhia, os verdadeiros rivais do serviço não são os seriados, shows e emissoras tradicionais, mas sim, alternativas digitais como o game Pokémon GO e os grandes blockbusters do cinema.

A afirmação pode parecer estranha, levando em conta que, por mais que opere de maneira diferente, a Netflix faz parte do mesmo mundo de entretenimento de nomes como ABC, Fox ou NBC, por exemplo. A diferença, para o executivo, está na abordagem, com a companhia de streaming fazendo o que ele chamou de "televisão de evento".

Esse termo se traduz em grandes estreias, com séries que têm episódios disponibilizados todos de uma só vez. Elas costumam entrar no ar aos finas de semana, e a ideia é fazer com que os usuários fiquem em casa nas tradicionais maratonas, algo que acaba indo contra a indústria de cinema, que também usa a mesma tática, mas para levar os espectadores às salas.

Enquanto isso, amplia-se cada vez mais a capacidade de dispositivos como celulares e tablets, bem como a qualidade da internet móvel. Dessa forma, em qualquer lugar os usuários têm uma escolha: eles podem assistir a um episódio de sua série favorita na Netflix, ou então caçar alguns Pokémon. É aí que entra o segundo pilar da estratégia de concorrência digital do serviço.

Além disso, Sarandos destacou a relação diferente do espectador com a plataforma. Na televisão, uma pessoa pode simplesmente mudar de canal caso não goste do que está passando. Na Netflix, entretanto, isso se traduz em cancelamento da assinatura, e, claro, perda de dinheiro. Essa forma única de contato com o consumidor também demanda investimentos únicos, e, sendo assim, para a companhia não faz nem sentido concorrer com a televisão como todos a conhecíamos até a chegada do streaming.

Em vez de uma programação constante, a Netflix trabalha com grandes entregas de conteúdo, todas de uma só vez. Só em 2016, a previsão é que 600 horas de material original e inédito sejam disponibilizadas na plataforma. A caminho, por exemplo, está sua série mais cara até agora, The Get Down, do diretor Baz Lurmann (de Moulin Rouge), que custou US$ 120 milhões para ser produzida.

Fonte: The Hollywood Reporter

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