No embalo de Pokémon GO, políticos brasileiros viram monstrinhos em Pokérruptos

Por Redação | 11.08.2016 às 13:20

Era óbvio que não ia demorar para que o sucesso de Pokémon GO fosse usado para fazer piada sobre a situação política no país. Pokérruptos pega carona na popularidade do game da Niantic para tirar sarro do cenário atual e criticar todos os problemas relacionados aos diversos esquemas de corrupção que ainda aparecem nos noticiários.

Para isso, ele transforma os grandes figurões de Brasília e seus agregados em monstrinhos que devem ser capturados. Entre os primeiros “Pokérruptos” anunciados, temos o Lulassauro, Dilmett, Psyécio, Kunhagle e até um Golbatemer que dizem ser muito bom de golpe, embora prefira viver nas sombras. O mais engraçado é que, além da fisionomia claramente inspirada em personagens como Lula, Dilma, Aécio Neves e Eduardo Cunha, os “monstrinhos” também contam com excelentes descrições sobre seus hábitos e poderes.

Porém, capturar esses Pokérruptos não é tarefa fácil. Como o site oficial do projeto apresenta, eles são espertos e sorrateiros, o que obriga os jogadores a procurarem itens que vão ajudá-los nessa jornada. A Pokébola, por exemplo, foi substituída pela Pokézeleira, uma versão um pouco mais divertida das tornozeleiras eletrônicas usadas pelos presos da Operação Lava Jato. Além disso, os treinadores ainda podem contar com a Captura Preventiva para facilitar a prisão e até mesmo com a Pokélação Premiada, que indica onde você encontra a próxima criatura — bem mais eficiente do que o Near existente no game original.

Só que, ao contrário do que possa parecer, Pokérruptos não é um game mobile como muitos podem imaginar. Embora parte da divulgação do projeto seja mostrado na tela de um smartphone exatamente como em Pokémon GO, o conceito original é fazer com que a ideia seja um jogo de cartas que ainda está em desenvolvimento. Pelo pouco que pode ser visto na página, a mecânica é bem parecida com aquela usada em Super Trunfo, trazendo características distintas para os monstrinhos como Popularidade, Articulação, Influência, Esquemas e Processos.

O site oficial do jogo não exibe o nome de seus idealizadores, limitando-se apenas a dizer que ele está sendo desenvolvido “orgulhosamente com dinheiro honesto”. Além disso, há um link para o perfil do projeto no Twitter, onde outros Pokérruptos estão sendo revelados aos poucos. E pode apostar que, muito em breve, veremos mais tentativas de jogos usarem a popularidade de Pokémon GO para fazer piada da política no Brasil — ainda mais com o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff avançando.

Via: Pokérruptos