NFL adotará treinos em realidade virtual

Por Redação | 04 de Julho de 2016 às 12h30

Para a STRIVR, desenvolvedora de soluções em realidade virtual, o uso da tecnologia em eventos esportivos pode ir bem além da produção de imagens para serem assistidas pelos fãs, passando também pelo treinamento dos atletas. E é com esse olhar de “coisa séria” que a empresa começa, neste segundo semestre, a fornecer sistemas de treinamento virtual para os atletas da NFL, a liga oficial de futebol americano dos Estados Unidos.

A equipe do Dallas Cowboys é a primeira a aderir a um sistema que permite que jogadores, técnicos e auxiliares assistam às jogadas realizadas nos treinos como se estivessem dentro do próprio campo, observando toda a ação em 360 graus para localizar problemas, posicionamento incorreto e possíveis melhorias. De acordo com a STRIVR, pelo menos mais sete equipes devem aderir a esse tipo de tecnologia ao longo da temporada 2016 do esporte, que começa em setembro – nem todas podem ser reveladas, mas nomes como San Francisco 49ers, New York Jets e Arizona Cardinals já estão no barco.

Câmeras de gravação em 360 graus envolvem um grande e pesado material, e é justamente ao não utilizar esse tipo de coisa que a STRIVR se diferencia das outras. A empresa não entrega seus segredos, mas diz utilizar um conjunto que vai desde câmeras convencionais, como a GoPro, até equipamentos customizados, todos colocados nos próprios jogadores, para capturar as imagens. Depois, elas passam por softwares e sistemas de compressão e otimização para que sejam transformadas em cenas de realidade virtual, visualizadas em um Oculus Rift.

A tecnologia está permitindo não apenas que jogadores e técnicos trabalhem melhor, mas também que atletas machucados não percam o hábito de participar dos treinos. Mesmo que não possam estar efetivamente no campo, eles podem observar jogadas e trabalhar mentalmente, com foco em seu retorno, observando o comportamento do time e estando mais entrosados quando retornarem à ativa.

Além da NFL, a STRIVR diz já ter contratos firmados com 13 equipes de futebol americano da NCAA, a liga universitária do esporte, além de estar estudando a entrada da tecnologia também em outras modalidades, como a NBA e a NHL. E isso é só o começo, pois muita gente ainda é cética quanto à utilização da tecnologia para melhoria. Para a empresa, os primeiros resultados serão mostrados durante os jogos.

Fonte: TechCrunch

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