Netflix está trabalhando para oferecer vídeos offline

Por Redação | 02 de Novembro de 2016 às 17h39
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A Netflix está mesmo trabalhando em um recurso que vai permitir aos usuários assistir filmes e séries quando não estiverem conectados à internet. No entanto, o maior mercado do serviço de streaming, os Estados Unidos, pode não ser o primeiro a receber a atualização.

Para a nossa alegria, o recurso de reprodução offline deve focar em áreas onde a internet ainda não alcança velocidades impressionantes, ou seja, os países em desenvolvimento. A notícia foi dada pelo diretor de conteúdo da Netflix, Ted Sarandos, durante uma entrevista à CNBC.

Em meados de abril, outro executivo da empresa havia sugerido que eles estavam pensando em criar uma opção de download no serviço, mas os comentários mais recentes de Sarandos sugerem que a reprodução offline tornou-se agora uma parte maior da sua estratégia de expansão.

O chefe de conteúdo da Netflix disse ainda que a presença em diferentes países faz com que seja preciso lidar com diferentes velocidades e disponibilidade de banda larga. "Como nós entramos mais e mais no mundo subdesenvolvido e países em desenvolvimento, queremos encontrar alternativas para as pessoas usarem a Netflix facilmente", explicou.

Sobre uma possível data de lançamento do recurso, Sarandos disse apenas que eles estão trabalhando nisso, mas não deu mais detalhes. No entanto, a ideia é que os usuários sejam capazes de baixar filmes para assistir offline.

Atualmente, a Netflix está presente em um total de 190 países. No terceiro trimestre deste ano, a empresa adicionou 3,2 milhões de novos assinantes fora dos Estados Unidos à sua base, e a expectativa é que o crescimento internacional continue prosperando.

Outro passo dado pela companhia para agradar os estrangeiros é a produção de programas originais em idiomas locais, como o caso da série 3%, primeira produção original brasileira da plataforma. "Nosso objetivo não é exportar a televisão americana para todo o mundo, a nossa meta é exportar grandes histórias de todos os lugares do mundo", disse Sarandos.

Agora o que nos resta saber é: será que a funcionalidade offline vai chegar primeiro no Brasil?

Fonte: CNBC