NASA pode enviar submarino autônomo para explorar Titã, a maior lua de Saturno

Por Redação | 05 de Setembro de 2016 às 06h16
photo_camera NASA

O maior de mais de sessenta satélites naturais que orbitam Saturno, Titã é o segundo maior de todo o Sistema Solar e o único conhecido por ter uma densa atmosfera, tal qual um planeta. Além disso, é o único objeto espacial que a Terra a ter uma evidência nítida da existência de líquidos em sua superfície - e é justamente para descobrir definitivamente o que existe por lá que a NASA está planejando construir e enviar um submarino exploratório autônomo para navegar nos mares titânicos.

Acredita-se que Titã possua lagos de hidrocarbonetos, vulcões congelados e rios de metano líquido que se comportam quase como a água na Terra, evaporando e condensando, causando chuvas em um ciclo eterno. Tudo isso foi revelado em 2005, quando a agência espacial dos Estados Unidos enviou para lá a sonda Huygens, que tirou as primeiras fotografias da superfície do planeta. Apesar da baixa definição das imagens capturadas, muitos astrônomos acreditam que Titã seja um possível hospedeiro de vida microbiana extraterrestre.

Concepção artística do submarino inteligente da NASA (Reprodução: NASA)

A agência revelou seus planos de explorar Titã durante o simpósio NASA Innovative Advanced Concepts (NIAC), organizado na semana passada nos EUA. No evento, a agência explicou que o envio de um submarino inteligente e autônomo para o satélite natural de Saturno deverá provar (ou desmentir) que os oceanos que cobrem a superfície da lua são compostos de metano e etano. O submarino contaria com uma enorme cauda que permitiria o veículo a se comunicar diretamente com receptores instalados aqui na Terra, enviando sinais a uma distância de mais ou menos 1,42 mil milhões de quilômetros.

A imagem mostra detalhes do projeto do submarino autônomo que exploraria os mares de Titã (Reprodução: NASA)

O submarino robótico teria seis metros de comprimento e conseguiria afundar ou emergir ao absorver ou expulsar o líquido do oceano de Titã, o que o ajudaria a economizar combustível, já que ele seria equipado com uma quantidade “x” de combustível e não seria capaz de ser abastecido uma vez que estiver fora da Terra. Todos os tipos de equipamentos meteorológicos disponíveis (como sensores, radares e sonares, além de câmeras fotográficas) seriam usados para equipar o veículo a fim de que ele consiga coletar e enviar a maior quantidade possível de dados sobre o maior satélite natural de Saturno.

Quando na superfície, o submarino conseguiria medir ondas, analisar a atmosfera e os ventos da lua. Submerso, ele seria capaz de testar a composição e recolheria diversas amostras do fundo do mar titânico. Para começar a viabilizar o projeto, a NASA precisa receber informações mais detalhadas da sonda Cassini sobre o satélite. A expectativa é que em março de 2017 o projeto seja avaliado pelos “chefões”. No entanto, ainda levará um tempinho para que a agência espacial veja o projeto saindo dos papéis e chegando a seu destino final: a primeira missão exploratória em Titã está programada para acontecer somente em 2038.

Fonte: Science Alert

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