NASA localiza “buraco negro” na superfície do Sol

Por Redação | 13.07.2016 às 14:55

Se lida sem atenção, temos aqui uma notícia que poderia muito bem ser um enredo de filme apocalíptico, mas que na verdade, é um acontecimento corriqueiro e frequente. Uma sonda da NASA registrou nesta semana um grande “buraco negro” no Sol, com crescimento constante e cada vez maior em sua superfície.

Trata-se de um buraco coronal, como é chamado pelos especialistas, um fenômeno que acontece de tempos em tempos, quando uma região da estrela perde parte de sua densidade e tem seu campo magnético aberto, emitindo maior radiação e ventos solares para o espaço. Isso significa que a área atingida acaba com menos plasma do que o restante, o que causa uma coloração mais escura, às vezes completamente negra, que passa a impressão de que o Sol está sendo consumido.

Não é o caso, como deixa bem claro a NASA. Os efeitos mais diretos de um buraco coronal não têm a ver com a “morte” do astro, mas sim, com uma ligeira redução em sua temperatura, devido à maior emissão de materiais quentes. Em alguns casos, esse fenômeno pode tomar conta de até um quarto da superfície da estrela e durar de algumas semanas a muitos meses.

Os efeitos do buraco coronal, entretanto, estão longe de serem apocalípticos, e no máximo, devem interferir em satélites, comunicações por rádio e GPS na Terra. Esse tipo de acontecimento é responsável por causar tempestades solares que podem ser até três vezes mais fortes do que o comum, causando problemas nas comunicações sem fio.

Por isso, caso seu Facebook fique momentaneamente fora do ar nas próximas semanas ou seu carro do Uber estacione na esquina seguinte de sua casa, você já sabe de quem é a culpa. De acordo com a NASA, o buraco coronal atual ainda está em sua fase de crescimento, e pode levar mais algum tempo até atingir seu pico, antes de começar a diminuir.

Fonte: Business Insider