“Nanopeixe” é capaz de levar medicamentos pela corrente sanguínea do paciente

Por Redação | 15.09.2016 às 03:15

Algo que vemos com certa frequência em produções de ficção científica pode se tornar realidade em breve: pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, criaram o primeiro “nanopeixe” — um robô extremamente pequeno movido por ímãs capaz de levar substâncias de medicamentos a um local exato do corpo humano, por meio da corrente sanguínea do paciente.

Desenvolvido por Jinxing Li e sua equipe, o peixe robótico microscópico também tem a habilidade de realizar pequenas cirurgias e manipular células individuais. Para termos uma noção mais real das dimensões da invenção, o nano-robô é 100 vezes menor do que um grão de areia, e consiste em pequenos segmentos de ouro e níquel conectados com articulações de prata. Para se locomover, um ímã externo é usado para manipular o níquel, e a velocidade e direção do peixinho são determinadas pela orientação e força do campo magnético.

A expectativa é que o “nanopeixe” consiga levar drogas como analgésicos, por exemplo, a áreas específicas do organismo, fazendo com que sua ação aconteça mais rapidamente do que ingerir medicamentos por via oral ou intravenosa. Anteriormente, outros cientistas chegaram a desenvolver robôs parecidos, mas acabaram se inspirando mais em submarinos do que em peixes. Enquanto os modelos anteriores se baseavam em uma cauda com hélices para mover os nanorobôs, os experimentos mostraram que a inspiração em um peixe é mais eficiente.

Já quanto à preocupação com a existência de mecanismos metálicos dentro do nosso corpo, Li contou que ele e sua equipe já estão trabalhando em uma segunda versão do “nanopeixe”, mas, dessa vez, construída com materiais biodegradáveis. Saiba um pouco mais sobre este robozinho no vídeo abaixo:

Fonte: New Scientist