Tecnologia permite "tocar" em objetos presentes nos vídeos

Por Redação | 06 de Agosto de 2016 às 12h44

Os vídeos tradicionais que costumamos assistir diariamente não são interativos. Eles funcionam apenas como uma fonte de transmissão de informações para aqueles que estão assistindo. Mas, um novo projeto de pesquisa do MIT pretende mudar isso. Desenvolvido pela Escola CSAIL, a técnica permite que os telespectadores possam "tocar" em objetos presentes nos vídeos, manipulando-os diretamente com efeitos similares ao que é obtido quando tocam em objetos do mundo real.

Basicamente, isso significa que ao utilizar a tecnologia para assistir um vídeo do YouTube seria possível tocar uma guitarra presente na imagem usando o mouse para arrastar as cordas e emitir vibrações, por exemplo. O modelo da CSAIL funciona analisando vibrações emitidas por cada objeto, utilizando câmeras de gravação tradicionais. O conteúdo é analisado por algoritmos desenvolvidos pela equipe de pesquisa. Essas vibrações, quando analisadas pela nova técnica fornece modelos de previsão realista que antecipam como o objetivo vai reagir a outros movimentos ou forças que agem sobre eles.

"Essa técnica nos permite capturar o comportamento físico dos objetos, o que nos dá uma maneira de interagir com eles no espaço virtual", disse o estudante do CSAIL, Abe Davis. "Ao fazer vídeos interativos, podemos prever como os objetos vão responder a forças desconhecidas e explorar novas maneiras de interagir com vídeos."

Normalmente, para obter um resultado similar em jogos e outras mídias é preciso construir um modelo virtual, algo que pode ser um processo caro e demorado. Mas o novo método promete ser bastante acessível. Com isso, ele poderia ser perfeitamente utilizado em tecnologias de realidade virtual e aumentada. Seria possível reduzir consideravelmente os custos de desenvolvimento de diversas experiências interativas de realidade virtual.

Para que o mercado de realidade virtual possa deslanchar, é preciso que as pessoas tenham provas suficientes de que a tecnologia vale a pena. Com a novidade desenvolvida pelo MIT, tal mercado poderia ganhar o impulso que precisava para fornecer aos usuários interações agradáveis e de baixo custo.

Via TechCrunch, MIT

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