Lagarta robótica usa luz para se locomover e carrega até 10 vezes a sua massa

Por Redação | 25.08.2016 às 20:24
photo_camera Faculdade de Física da Universidade de Varsóvia

Pesquisadores da Faculdade de Fìsica da Universidade de Varsóvia, na Polônia, usaram a locomoção singular das lagartas para criar um robô extremamente pequeno, porém flexível e capaz de transportar uma carga com até dez vezes sua massa, além de utilizar energia limpa para funcionar.

A lagarta robótica de 15 milímetros tem corpo feito de elastômero sensível à luz – um polímero que apresenta propriedades "elásticas" quando exposto a fontes luminosas. Isso significa que o robozinho é capaz de se rastejar tal qual uma lagarta de verdade, pois, quando exposto à luz, seu corpo se contrai em uma ondulação, impulsionando-a para frente. Então, ao controlar as condições da luz, os pesquisadores conseguiram fazer com que o robô se movesse e executasse diferentes ações.

Graças a essa tecnologia, o robô é capaz de rastejar em encostas e passar por pequenas fendas, e essas habilidades podem ser exploradas em pesquisas científicas, ou até mesmo ser úteis para registrar imagens de lugares inacessíveis – caso seja possível posicionar uma câmera bem pequena em seu corpo, por exemplo.

Robôs tão pequenos e flexíveis ainda são um tanto quanto difíceis de serem desenvolvidos, e é por isso que cada criação de sucesso é bastante celebrada. Isso porque cientistas e engenheiros vêm, há décadas, trabalhando no desenvolvimento de robôs capazes de imitar movimentos encontrados na natureza, mas a maioria desses projetos conta com estruturas rígidas em sua construção, além de juntas movidas por atuadores elétricos ou pneumáticos. O resultado acaba sendo robôs de alta tecnologia, mas com mobilidade muito aquém do que a natureza criou nos mais diversos seres ao longo da evolução.

“Nós estamos apenas começando a aprender com a natureza e a mudar nossa abordagem de design em direção a estes que surgiram com a evolução natural”, disse Piotr Wasylczyk, chefe do departamento chamado Photonic Nanostructure Facility, que faz parte da Universidade de Varsóvia. A pesquisa da equipe foi devidamente registrada no periódico científico Advanced Optical Materials.

Fonte: EurekAlert!