Inteligência Artificial também tomará lugar de profissionais intelectuais

Por Redação | 08.09.2015 às 10:30

Robôs realizando trabalhos manuais no lugar de seres humanos não somente faz parte do imaginário popular há muitas décadas como também já é uma realidade em diversos segmentos da indústria. Porém, parece que as máquinas poderão substituir a presença humana também em trabalhos intelectuais.

Ao menos é isso o que prevê o empresário e cientista da computação Jerry Kaplan, que registrou suas ideias e previsões no livro Humans Need Not Apply: A Guide to Wealth and Work in the Age of Artificial Intelligence (em tradução livre, "Humanos não se Aplicam Mais: Um Guia Para a Riqueza e o Trabalho na Era da Inteligência Artificial").

Jerry Kaplan

Capa do livro Humans Need Not Apply: A Guide to Wealth and Work in the Age of Artificial Intelligence, de Jerry Kaplan (Reprodução: Divulgação)

Para o autor, inteligências artificiais são menos onerosas aos bolsos das corporações se comparadas aos humanos, além de apresentarem maiores índices de eficiência, uma vez que não adoecem e nem têm problemas pessoais que prejudiquem sua produtividade. Kaplan afirma que qualquer atividade profissional baseada em estrutura e repetição poderá ser executada por máquinas, fazendo com que muitas pessoas precisem mudar de área de atuação para não ficarem desempregadas no futuro.

"Até mesmo para as profissões que pensamos ser altamente treinadas, que exigem habilidades de alto nível ou profissões consideradas intuitivas, é uma verdade que a maioria de seus trabalhos envolve uma rotina", cotou Kaplan ao TechInsider. Para o especialista, os advogados, por exemplo, podem parecer argumentadores incríveis frente a um júri, mas a realidade é que a maioria das atividades de um profissional da lei envolve trabalho sistemático. "São essas tarefas que fazem a profissão suscetível à automação", explica.

Em seu livro, Jerry Kaplan lista algumas startups que já utilizam métodos para realizar trabalhos feitos até então somente por advogados e até mesmo empresas que utilizam a tecnologia para acelerar e baratear processos legais.

Apesar de um estudo publicado pela Universidade de Oxford em 2013 estimar que advogados teriam apenas 3,5% de chance de perderem seus empregos para as máquinas, Kaplan afirma que estariam a salvo apenas os profissionais que não realizam, na maior parte do tempo, atividades repetitivas e burocráticas.

Fonte: TechInsider