Governo dos EUA acredita que NASA não esteja pronta para enviar humanos a Marte

Por Redação | 04 de Agosto de 2016 às 18h44

Os planos da agência espacial dos Estados Unidos são de levar o homem à Marte pela primeira vez na história no ano de 2030, quando será criada uma colônia humana para começar a explorar definitivamente o Planeta Vermelho. Mas, de acordo com o governo dos Estados Unidos, a NASA ainda não está preparada o suficiente para cumprir seus planos dentro do prazo.

Journey to Mars

O Government Accountability Office (GAO), responsável pela auditoria, avaliações e investigações do Congresso do país (algo equivalente à Controladoria Geral da União, no Brasil), realizou dois balanços sobre o projeto “Journey to Mars” que enviará a missão Orion ao planeta vizinho e determinou que os fundos disponíveis são insuficientes para executar a missão, revelando também que há problemas administrativos.

A iniciativa “Journey to Mars” tem como objetivo principal o envio de uma missão tripulada a Marte, mas, antes disso, serão realizadas outras missões não tripuladas a fim de preparar o terreno para a missão principal. Por exemplo, em 2018, a agência testará seu novo sistema de propulsão (que será utilizado na missão a Marte) ao enviar uma nave para redirecionar um asteroide que vaga no espaço para a órbita da Lua. A chamada Exploration Mission 1 carregará uma cápsula Orion para ser testada no espaço, enquanto uma segunda Exploration Mission está programada para abril de 2023, com a possibilidade de ser antecipada para 2021.

Contudo, de acordo com o GAO, a programação da NASA não é lá muito realista. “Se esses programas forem para frente, a NASA estaria tomando ações para reduzir os riscos que vemos hoje, que estão sendo causados por dificuldades administrativas”, acredita Cristina Chaplain, que conduziu a audição feita pelo órgão do Governo. “Eles [a NASA] enfrentarão dificuldades técnicas independente de qualquer coisa. Mas eles estão exacerbando com questões administrativas, como não ter gastos estimados com precisão”, explica a funcionária pública.

Fonte: The Christian Science Monitor