Este estudo pode explicar porque ainda não encontramos vida alienígena

Por Redação | 05 de Agosto de 2016 às 09h17
photo_camera ESA/Huble/NASA

Vida alienígena é uma fixação não apenas dos muito interessados por ficção científica, mas de muitos pesquisadores e entidades sérias que gostariam de saber se realmente o ser humano está sozinho no universo.

As buscas por tipos de vida em outros planetas começaram há tempos e até agora não foi revelado se de fato elas existem - ou se existem, ainda é um mistério. Partindo do fato de que não existe, talvez o problema em as encontrar não seja o onde procurar, mas sim quando.

Um estudo recente publicado no Journal of Cosmology and Astroparticle apontou que as chances de existir vida da maneira que conhecemos não necessariamente exige uma estrela parecida com o Sol, sendo possível que exista vida também em planetas com estrelas menores e mais fracas. Com essa ideia em mente, a possibilidade de existir vida fora da Terra fica maior.

"É natural pensarmos que nós somos a forma de vida mais comum que existe, simplesmente porque somos a única que conhecemos (...). Assim, as pessoas assumem que estar próximo a uma estrela como o nosso Sol aumenta a possibilidade do surgimento de vida", afirma o autor do artigo, Avi Loeb, da Universidade de Harvard, ao Gizmodo.

Eliminando essa necessidade da existência de uma estrela grande como o Sol para o surgimento da vida, outras classes de estrela aparecem como fortes candidatas. Menores e menos potentes que o "astro rei", essas estrelas mais comuns são chamadas de "estrelas de baixa massa". Elas não só são mais comuns que aquelas parecidas com o Sol, como também possuem uma estimativa de vida mil vezes maior. Além disso sua capacidade de emissão de luz pode criar zonas habitáveis com chances de abrigar água em seu estado líquido em planetas rochosos com órbitas próximas.

"Se permitirmos que estrelas de baixa massa tenham vida, assim como a que existe aqui na Terra, então a probabilidade de vida surgir nos próximos 10 trilhões de anos é milhares de vezes maior do que agora", diz Loeb.

Pode ser cedo demais para dizer que não

Oficialmente, a Terra é o único planeta habitado. Acompanhando a ideia de que um desses planetas que orbitam uma estrela de baixa massa poderá comportar vida em alguns trilhões de anos, é possível dizer que neste momento, agora mesmo, o ser humano esteja realmente sozinho e sua busca por vida alienígena apenas começou muito cedo. Ou seja, a explosão de vida em outros pontos do universo, de acordo com a teoria, ainda não se iniciou.

Outra hipótese em consonância à ideia de que não há vida fora da Terra é que exista algo envolvendo essas estrelas de baixa massa que impossibilita o surgimento de vida, mesmo em zonas tecnicamente habitáveis.

"Nós mantemos a noção de que, talvez, estejamos no centro do universo biológico, que somos realmente únicos ou especiais nesse sentido, ou em termos de inteligência", disse Loeb. O pesquisador aponta que se realmente o ser humano houver "chegado cedo", isso seria surpreendente porque "até agora, sempre que procuramos, descobrimos que não somos especiais e não somos o centro do universo".

Loeb ainda afirmou que algumas respostas podem ser encontradas em algumas décadas e não em trilhões de anos. Os pesquisadores podem buscar por biomarcas que sugerem a possibilidade de existência de vida coletando amostras na atmosfera de planetas próximos a estrelas menores. No caso de não encontrarem os tais sinais, isso pode significar que há algo neles que impede o surgimento da vida - talvez a frequência de erupções solares.

Fonte: Gizmodo

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