Entenda por que a Netflix está apostando alto no HDR

Por Redação | 02 de Fevereiro de 2016 às 16h14
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A Netflix já está presente em 190 países e reúne quase 75 milhões de usuários em todo o mundo. O serviço de streaming é, sem dúvidas, uma força disruptiva que influencia não só as séries e filmes que assistimos, mas também ajuda a ditar como este tipo de conteúdo é exibido. Em meados de 2014, a empresa ajudou a inaugurar a era de streaming em 4K com sua série House of Cards.

Agora, seus principais executivos estão de olho em outro salto tecnológico: o HDR (High Dynamic Range). A Netflix está apostando no HDR como "a próxima grande coisa" na área de vídeos – maior ainda que o 4K. O YouTube, por exemplo, já ganhou suporte a vídeos gravados em HDR. A técnica, cuja sigla em português significa “alto alcance dinâmico”, melhora a qualidade das imagens e as torna mais naturais por meio de um aumento no contraste entre as cores, criando cenas mais realistas e naturais.

Mas, afinal, por que essas gigantes do streaming estão apostando nesta tecnologia? Será que ela vai pegar ou será o novo 4K, com pouco conteúdo e hardware financeiramente inacessível para grande parte das pessoas?

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HDR versus 4K

As TVs 4K chegaram para substituir os dispositivos com padrão 1080p nas salas dos amantes de alta qualidade de imagem. Agora, o próximo passo para satisfazer quem espera mais definição em seu televisor. "Eu acho que HDR é visivelmente mais diferente do que o 4K", disse Neil Hunt, diretor de produto da Netflix. "Nos últimos 15 anos, temos tudo muitos incrementos de pixels na tela e, pelo que vimos com as câmeras digitais, a contagem de pixels, eventualmente, deixou de ser interessante".

O HDR significa adicionar mais profundidade e qualidade às imagens, que ficam muito mais brilhantes e vivas com a tecnologia. Esta tecnologia determina o que nós enxergamos entre o claro e o escuro, e é resultado de uma evolução em termos de resolução temporal (velocidade da imagem), da resolução de cor (maior gama de cor) e da luminosidade (range dinâmico).

E parece que isso é apenas o começo. "Não estamos nem perto do limite da gama de cores", diz Hunt.

Se o HDR é tão incrível, por que nem todos estão apostando nele?

Tecnicamente, todo mundo está fazendo HDR. Eles apenas não conseguem entrar em um acordo sobre como fazê-lo, e isso está minimizando sua implementação. O HDR ainda não foi lançado em massa devido a padrões concorrentes (algo como Blu-ray versus HD DVD).

A falta de uma padronização para todas as empresas do setor – fabricantes de TV, serviços de streaming, emissoras de TV e estúdios de cinema – torna mais difícil empurrar o HDR para frente. É preciso definir os parâmetros finais da tecnologia para que toda a cadeia de produção se beneficie.

Tornando o HDR uma prioridade

Para ter uma experiência completa e descobrir do que o HDR é capaz, o conteúdo precisa ser filmado com a técnica adequada. A Netflix já afirmou que vai transmitir Marco Polo e Demolidor em HDR 10. "Existem alguns fabricantes que fazem TVs com tecnologia Dolby Vision que nós vamos certificar e estarão no mercado em breve. Dentro de um ou dois meses, vamos fazer o mesmo com TVs HDR 10".

O executivo da Netflix prevê que 5% do conteúdo do serviço de streaming estará disponível em HDR em um ano, subindo para 20% em 2019 para todos aqueles que tiverem hardware capaz de suportar a tecnologia. A maioria das TVs atuais possui 400 nits de brilho, enquanto o HDR precisará ultrapassar consideravelmente este nível. Adaptar conteúdos já existentes para HDR é um desafio, pelo menos quando falamos de alcançar os mesmos resultados visuais.

"É como colorir um filme em preto e branco, onde o resultado será um pouco melhor, mas não será incrível. O mesmo se aplica ao HDR", explica Hunt. "Você pode fazer isso com material mais antigo, algo que dará muito trabalho e não será algo de primeira classe, mas vale a pena fazê-lo para grandes produções. A grande melhoria é fazer tudo daqui para frente em HDR. O grande passo da Netflix este ano é que estamos filmando nossas séries originais com câmeras capazes de capturar toda a gama de cores e, em seguida, masterizar em HDR", completa o executivo.

Fonte: Digital Trends

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