Elon Musk investe US$ 10 milhões para proteger a humanidade dos robôs

Por Redação | 09 de Julho de 2015 às 09h15

O CEO da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, definitivamente não confia na inteligência artificial (IA), tanto que uma vez chegou a dizer que trabalhar com esse tipo de tecnologia é como "invocar nosso pior demônio". Mas, a vantagem de ser um empresário bilionário é que você pode financiar o combate aos seus maiores medos.

A desconfiança de Musk em relação à IA é tamanha que, em janeiro, ele doou US$ 10 milhões para o Future of Life Institute (FLI) financiar um programa que tem como objetivo proteger a humanidade da inteligência artificial. Agora, parte do dinheiro (US$ 7 milhões) somada a um prêmio de US$ 1,2 milhão, recebido de um projeto de filantropia, será repartida entre 37 grupos diferentes de pesquisadores.

As bolsas irão ajudar pesquisadores de todo o mundo a analisar os riscos e oportunidades oferecidos pelo desenvolvimento da inteligência artificial. Basicamente, eles irão trabalhar para evitar que robôs inteligentes deixem de obedecer aos humanos e atentem contra nossa civilização. As equipes de pesquisadores beneficiadas foram escolhidas entre um total de 300 candidatos e cada grupo receberá um tipo de problema específico para analisar.

Um dos projetos se concentrará em ensinar aos robôs exatamente o que os seres humanos querem, garantindo, assim, que seus interesses coincidam com os nossos e mantenham a IA sob controle. Outro grupo, liderado pela portuguesa Manuela Veloso, da Universidade Carnegie Mellon (EUA), vai se concentrar em uma programação que explique plenamente as escolhas das máquinas para os seres humanos. Um terceiro projeto, de uma equipe do Machine Intelligence Research Institute (MIRI), na Califórnia, vai trabalhar para certificar que os interesses dos sistemas de inteligência artificial permanecem alinhados com os valores humanos.

A maioria dos projetos tem previsão de início para o mês de setembro e cada equipe será financiada por um período máximo de três anos. O resto dos milhões doados por Musk ao FLI será destinado para outros fins em uma data ainda não anunciada.

Mas Max Tegmark, presidente do FLI, alerta que o dinheiro será destinado apenas a propostas de pesquisa sobre dilemas plausíveis. "O cenário descrito em filmes como ‘O Exterminador do Futuro’ não será realidade. É importante deixar isso claro, pois é algo que pode distrair a projeção dos perigos reais sobre o futuro da inteligência artificial", advertiu.

Com informações do Daily Mail e Bloomberg

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