Eatsa, o restaurante sem filas e sem garçons

Por Redação | 01 de Setembro de 2015 às 11h47

Mudar a forma como as pessoas lidam com comida e introduzir hábitos mais sustentáveis e saudáveis é o objetivo do Eatsa, um novo restaurante que abriu as portas nesta semana em São Francisco, nos Estados Unidos. Lá, não existem garçons nem caixas – tudo é baseado em tecnologia e os únicos pratos servidos são saudáveis, incluindo diversas variações da quinoa, a base do cardápio.

Por absorver sabor facilmente e ser uma boa substituta na produção de farinha ou óleo de soja, ela também acaba sendo mais saudável e menos agressiva ao meio-ambiente por suas características botânicas. É por isso que se trata de um dos pilares do Eatsa, que não apenas quer promover uma alimentação mais ágil, mas também mais saudável e consciente.

Mas voltando à tecnologia, que é o outro pilar do restaurante. Por lá, os pedidos são feitos em iPads e pagos pelo celular ou por meio de cartão de crédito. Não existe dinheiro envolvido, quer dizer, pelo menos não as tradicionais cédulas e moedas, com todo o processo sendo feito digitalmente.

A comida é preparada na cozinha, que não é acessível aos consumidores. Eles nem mesmo a veem sendo entregue - em vez disso, ela chega por slots que são cobertos por telas de LCD transparentes. Quando o funcionário vai depositar o pedido, elas são cobertas por uma animação e, ao final, o prato está lá, quase que de maneira mágica.

A ideia deve agradar a quem tem uma rotina de trabalho mais agitada, uma vez que o Eatsa foi criado justamente para não ter filas. Como tudo se baseia em autoatendimento, com mais de uma dezena de estações para fazer os pedidos, todo o processo entre escolher o prato e recebê-lo não leva mais do que alguns minutos.

Mas as ambições de David Friedberg, o criador do estabelecimento, são ainda maiores. Aproveitando-se da tecnologia e da facilidade de se trabalhar com a quinoa, a ideia é que, num futuro bem próximo, os restaurantes da Eatsa sejam instalados em contêineres em regiões onde o acesso à comida saudável é caro e complicado.

Apesar de estar abrindo sua primeira loja apenas agora, Friedberg já tem certa experiência no ramo. Para inaugurar o Eatsa, ele vendeu a The Climate Corporation, sua startup de previsão do tempo e seguro contra intempéries para fazendeiros por US$ 1 bilhão. A nova dona da empresa é a Monsanto, enquanto seu criador seguiu para usar parte do dinheiro obtido na criação de uma nova maneira de promover a alimentação.

Fonte: TechCrunch

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