Descoberto novo planeta-anão nas proximidades de Netuno

Por Redação | 12 de Julho de 2016 às 06h49

Plutão tem um amigo e até então não sabíamos de sua existência: é o RR245, planeta-anão localizado na região de Netuno recém-descoberto por um grupo de cientistas do Outer Solar System Origins Survey (OSSOS) - programa de pesquisa para a detecção e observação de objetos transnetunianos.

Um pouco após o último planeta do Sistema Solar existe uma região repleta de pequenos mundos congelados, e os cientistas estão usando o Telescópio Canadá-França-Havaí para observar melhor essa área. O RR245 tem tamanho suficiente para que sua observação seja possível, tendo suas dimensões bastante semelhantes com as dos vizinhos Plutão e Eris.

“Os mundos congelados após Netuno nos mostram como os planetas gigantes se formaram e como se afastaram do Sol. Eles nos permitem reconstituir a história do nosso Sistema Solar. Mas quase todos esses mundos gelados são dolorosamente pequenos e fracos: é realmente emocionante encontrar um que seja grande e brilhante o suficiente para que possamos estudá-lo detalhadamente”, disse a Dra. Michele Bannister, que faz parte do grupo que descobriu o RR245.

órbita do RR245

A imagem mostra a órbita do RR245 em comparação com as órbitas de outros planetas anões da mesma região (Reprodução: OSSOS)

Planetas-anões estão em órbita ao redor do Sol e têm massa suficiente para que sua gravidade molde o formato esférico de seu corpo, mas sem ter as vizinhanças de sua órbita desimpedidas e que também não sejam satélites de outros planetas. E o RR245 atende a todos esses critérios, além de ter uma órbita notavelmente larga: ela é pelo menos duas vezes mais afastada do Sol do que a órbita de Netuno e está mais de 120 vezes afastada da órbita da Terra ao redor do Sol.

Apesar de a equipe ainda não ter determinado o tamanho do novo planeta-anão, já se sabe que ele leva 700 anos para completar uma única órbita ao redor do nosso astro. A partir de agora, os cientistas seguirão estudando o RR245 para mapear sua órbita com maior precisão ao longo dos próximos anos.

Fonte: Canada-France-Hawaii Telescope, Engadget

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