Cientistas conseguem fazer dente cariado se regenerar

Por Redação | 06 de Julho de 2016 às 20h44

Quanto mais avançam as pesquisas com células-tronco, mais nítidas ficam as possibilidades que elas podem nos oferecer e, em muitos casos, soa quase como um filme de ficção com órgãos e tecidos se regenerando completamente. Uma pesquisa conduzida por cientistas das Universidades de Harvard e Nottingham utilizou tais células para a restauração de dentes, dispensando o uso dos preenchimentos com resina ou metais e estimulando a regeneração dos tecidos naturais dos dentes.

Numa restauração, os dentistas removem a parte deteriorada do dente ocasionada por cáries, limpam a área e preenchem a cavidade com materiais apropriados, como ouro, amálgama, resina ou porcelana. Não é raro, entretanto, que a restauração não seja totalmente efetiva, com chances do quadro evoluir para um tratamento de canal – que consiste na remoção da polpa do dente, nervos, capilares e tecido conjuntivo – que, por sua vez, pode enfraquecer o dente e levar à extração.

A equipe do pesquisador de Nottingham Adam Celiz desenvolveu um novo material de preenchimento feito com biomateriais sintéticos que estimulam o crescimento de células-tronco na polpa do dente. Como com as resinas, o material é injetado e endurecido com luz UV. Testes em laboratório mostraram que os preenchimentos estimularam a proliferação e diferenciação dessas células dentro da dentina, o tecido duro que forma o dente sob o esmalte. Em outras palavras, o biomaterial possivelmente estimula o dente a curar-se.

A descoberta, que concedeu à equipe o segundo lugar na categoria de materiais na competição anual da Royal Society of Chemistry, aponta para um futuro em que as restaurações dentárias com o biomaterial não só preencham o dente, mas o regenerem, diminuindo a chance de evolução para quadros mais complexos como canal.

Fonte: PopSci

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