CCXP se consolida como o maior crossover da cultura pop no Brasil

Publieditorial | 07 de Dezembro de 2015 às 08h30
photo_camera Gustavo Rodrigues

Quadrinhos, cinema, séries, miniaturas, cosplay, games e muitos aspectos da cultura pop não tinham seu evento de encontro no Brasil, mas desde o ano passado a Comic Con Experience se tornou o grande ponto de convergência do entretenimento para os fãs em terras tupiniquins.

Após o sucesso da primeira edição, a organização tomou os devidos cuidados para ampliar o espaço da feira e melhorar as atrações, desde os estandes até as cenas exclusivas trazidas pelos estúdios nos painéis mais concorridos. "A experiência do ano passado facilitou a criação da CCXP deste ano, afinal o lado positivo fez com que o evento fosse muito bem visto tanto aqui quanto no exterior", afirma Érico Borgo, sócio-diretor do site Omelete e um dos principais responsáveis pela CCXP.

Para a segunda edição, nomes de quadrinistas renomados como Frank Miller, Gerard Way, Jim Lee e Mark Waid trouxeram grande parte do público fã de HQ. Entretanto, foram os atores os grandes chamarizes desta segunda edição. Misha Collins, Evangeline Lilly, John Rhys-Davies, Alfonso Herrera, Aml Ameen, Jamie Clayton, Krysten Ritter e, principalmente, David Tennant garantiram a presença de milhares de fãs no São Paulo Expo.

Um dos grandes diferenciais da edição brasileira da Comic Con para as demais é a proximidade que o público tem com os artistas nos painéis do auditório principal. Como em 2014 não houve ataques aos famosos nem vazamentos de conteúdo exclusivo, como a estreia da série Marco Polo, ficou mais fácil trazer as atrações principais. A primeira participação da Netflix em eventos geek foi na estreia da CCXP. Como o resultado foi bastante positivo, a empresa investiu pesado em 2015 ao construir um dos maiores estandes da feira, apresentar cenas exclusivas dos próximos lançamentos e trazer os atores das séries Jessica Jones e Sense8.

A dificuldade de trazer esses grandes nomes é a forma que os fãs podem reagir ao tê-los tão perto, principalmente com um painel que não costuma receber segurança redobrada - algo que foi necessário por causa dos fãs de David Tennant. Boa parte do público continua sentada e respeita os pedidos da organização, tanto para continuar nos seus lugares quanto para não gravar nenhum conteúdo exclusivo dos telões, mas a emoção ultrapassa a razão de alguns, tornando o uso de grades de bloqueio necessário.

Quando os ânimos estão no lugar, cenas como a caminhada pela plateia do ator John Rhys-Davies, mais conhecido por sua atuação como o anão Gimli na trilogia O Senhor dos Anéis, se tornam memoráveis. Outro ponto alto foi quando um fã de Frank Miller chorou ao receber um autógrafo de seu ídolo e ainda tirar uma selfie com o respeitado quadrinista.

A CCXP 2015 ainda mostrou como é possível fazer um evento que contemple todos os gostos e idades. Uma piscina de bolinha divertia as crianças no estande do filme Procurando Dory; jogos como Rock Band, Just Dance, Uncharted e Forza poderiam ser jogados em vários pontos da feira; Magic: The Gathering e Board Games também tiveram grande espaço para os seus jogadores e até para se apresentarem ao público; cosplayers chamavam atenção com suas caracterizações fiéis aos personagens que tanto amam; e os quadrinistas independentes podiam divulgar seus trabalhos no gigantesco Artist's Alley.

Para quem anseia em trabalhar com cultura pop, ainda era possível aprender bastante em alguns painéis. O quadrinista Mark Waid, criador da clássica O Reino do Amanhã e por histórias fantásticas do Demolidor, deu uma aula com ótimas dicas sobre estrutura de roteiro para quadrinhos. No painel da Fox Animation, o diretor de cinema Steve Martino apresentou com dinamismo, simplicidade e inteligência como foi o trabalho dos animadores no longa Snoopy e Charlie Brown - Peanuts, O Filme. A Universal Pictures preferiu introduzir melhor o conceito do universo de Warcraft para preparar o público para a adaptação do jogo.

Mas não é só de pontos positivos que a CCXP é feita. O público precisa estar preparado para as milhares de filas que encontrará, seja para entrar no evento ou simplesmente para conhecer uma loja concorrida, como era a de Star Wars. Mesmo que todas elas fossem muito bem organizadas, para quem vai ao evento apenas um dia torna-se muito complicado aproveitar tudo ficando bastante tempo na espera. Outro problema foi uma queda de energia na quinta-feira, algo que precisou da troca de um dos geradores principais e que criou adversidades na apresentação de painéis ao longo do evento. Um agravante maior pode ser o trajeto entre o estacionamento e a entrada para quem tem mobilidade reduzida, tanto pela distância quanto pelo terreno levemente danificado pela grande obra de ampliação do São Paulo Expo.

Das melhorias de estrutura da segunda edição da CCXP, o auditório principal é a mais evidente. Com uma parceria com a Cinemark, o local tornou-se muito maior e confortável ao público. Os intérpretes ainda erravam os termos técnicos das entrevistas, mas nada tão agravante. Pela feira, havia vários carregadores de celular espalhados em pontos estratégicos, não limitando quem desejava estar conectado o tempo inteiro. Para quem chegava ao local com o transporte gratuito disponibilizado, as pequenas vans do ano anterior foram trocadas por ônibus confortáveis.

Para as mais de 120 mil pessoas esperadas para a Comic Con Experience, ela pode se resumir no belo momento que o fã chora por encontrar o ídolo de infância, nas mensagens exclusivas enviadas pelos artistas nos sets de filmagem, no item colecionável adquirido ou até na voz marejada do entrevistador ao falar com alguém que admira. No final, a CCXP é um local de diversão para todos.

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