Câmeras térmicas serão usadas para identificar trapaceiros no Tour De France

Por Redação | 29 de Junho de 2016 às 11h48

Câmeras térmicas serão utilizadas na próxima edição do Tour De France para identificar trapaceiros e tornar mais justa uma das maiores competições de ciclismo do mundo. Os sensores serão colocados nas laterais das pistas e escanearão os competidores em tempo real, durante a prova, em busca de pontos de aquecimento que possam revelar motores escondidos ou outros artifícios mecânicos que vão contra as regras, que a organização chama de “doping mecânico”.

São mais de 3,5 mil quilômetros de extensão e 23 dias de competição, levando os atletas desde as montanhas dos Alpes e dos Pireneus, na fronteira da Espanha com a França, até o coração do país, onde fica a linha de chegada, em plena Champs-Élysées, em Paris. Ao longo de todo o calendário, rolam disputas de tomadas de tempo e corridas, em uma sequência desafiadora de competições que levam, claro, muitos dos mais de 100 competidores a pensarem em trapacear.

É justamente por isso que, há décadas, todas as bicicletas que participam não apenas do Tour de France, mas também de qualquer outra competição oficial de ciclismo, são checadas antes e depois da corrida em busca de modificações irregulares. Ainda assim, em abril, durante o Cyclocross World Championship, a ciclista belga Femke Van der Driessche recebeu uma suspensão de seis anos após ser flagrada com um motor elétrico em seu equipamento.

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Justamente para lidar com o problema, a União Internacional do Ciclismo (UCI, na sigla em inglês) vem desenvolvendo um sistema de câmeras desde o começo do ano e testando-o em diversas provas desde então, pensando especificamente no Tour De France. Os lugares onde os sensores serão instalados não serão divulgados para os competidores, e eles são sensíveis o bastante para captarem até mesmo o menor sinal de aquecimento, de forma a indicar aos juízes a potencial existência de motores e outros dispositivos do tipo.

A organização está satisfeita com o resultado e diz também ter outros artifícios à disposição para detectar trapaceiros, que não serão revelados agora. Na união de todos, afirma o UCI, seria impossível para um competidor utilizar aparelhos ilegais para ganhar vantagem, o que garante que apenas o mais preparado e mais habilidoso vencerá o Tour.

Caso alguém seja pego usando artimanhas desse tipo, entretanto, o resultado pode acabar sendo até mesmo o banimento, dependendo da idade do atleta. A suspensão pode ir de seis a oito anos, além da perda de tempos, medalhas e dinheiro de premiação. Além disso, o UCI também propôs ao parlamento da União Europeia um projeto de emenda que torna o doping mecânico um crime de fraude, de forma que se possa aplicar também leis civis e criminais contra os responsáveis.

Fonte: Associated Press

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