Câmeras da NASA registram trânsito raro da Lua passando entre o Sol e a Terra

Por Redação | 12.07.2016 às 10:11
photo_camera DSCOVR/NASA/NOAA

A bordo do satélite Deep Space Climate Observatory (DSCOVR), lançado ao espaço em fevereiro de 2015 com a função de observar o planeta Terra e monitorar os ventos solares em tempo real, uma câmera da NASA capturou imagens de um trânsito raro da Lua em que nosso satélite natural passa à frente da face iluminada da Terra, entre nosso planeta e o Sol.

Esse satélite observatório tem uma visão contínua do Sol e do lado iluminado da Terra, e a combinação de sua posição com o trânsito lunar fez com que fosse possível capturar imagens da Lua com uma face completamente iluminada pelo nosso astro, o que aconteceu entre os dias 04 e 05 de julho. Essa é a segunda vez que a Lua faz um “photobomb” em fotografias da Terra registradas pelo DSCOVR - a primeira aconteceu em 16 de julho do ano passado.

Animação feita a partir das imagens capturadas pelo satélite mostrando o trânsito raro da Lua entre a Terra e o Sol (Reprodução: NOAA/NASA)

Para conseguir essa visão contínua, o DSCOVR foi devidamente posicionado em uma região chamada de L1, que é um ponto específico entre a Terra e o Sol em que a força da gravidade do nosso planeta é igual e oposta à gravidade exercida pelo Sol, e o satélite fica nessa posição acompanhando o movimento da Terra para que sempre consiga visualizar o planeta iluminado pela estrela. Nessa posição, as câmeras do satélite conseguem observar a Lua passando entre a Terra e o Sol somente duas vezes por ano.

A tal câmera da NASA é a Earth Polychromatic Imaging Camera (EPIC), a mesma que conseguiu registrar lá do espaço o eclipse solar ocorrido em março deste ano. Enquanto estávamos observando o fenômeno aqui da Terra (e vendo o Sol ser encoberto pela Lua), a câmera espacial estava registrando a sombra que a Lua projetou na Terra naquele instante.

Nesta outra animação, vemos a sombra que a Lua projetou na Terra durante o eclipse solar de março de 2016 (Reprodução: NOAA)

Fonte: NASA, TechCrunch