Camada de ozônio sobre a Antártida começa a se regenerar

Por Redação | 01 de Julho de 2016 às 16h07
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Quando medidas como a proibição do CFC em aerossóis foram adotadas no Protocolo Montreal, em 1989, os cientistas já imaginavam que os efeitos começariam a ser sentidos em um prazo de 20 a 30 anos e ao que parece já há indícios de bons frutos dessas medidas. Um estudo publicado na revista Science revelou que a camada de ozônio pode estar nos primeiros estágios de sua regeneração e que sua espessura na parte sobre a Antártida aumentou nos últimos 15 anos.

Para compreender a dinâmica, os autores do artigo construíram três maquetes climáticas e atmosféricas para simular as mudanças desde os anos 2000. Cada modelo registra diferentes aspectos de acordo com informações existentes tanto sobre a camada quanto o buraco, como dados coletados por um balão de ozônio, mapeamento por satélite do buraco, influência de aerosol, temperatura e pressão.

O buraco tem uma dinâmica própria. Dentro do período de um ano, o buraco normalmente expande e diminui seu tamanho, atingindo seu maior diâmetro entre setembro e novembro. Acredita-se ainda que erupções vulcânicas também tenham influência sobre ele na medida em que seus impactos químicos podem causar uma expansão e alterações no seu comportamento.

Com a regeneração da camada de ozônio, espera-se que a diminuição sazonal do buraco aconteça nos próximos meses. Observações de 2015 apontaram que ele estava consideravelmente menor nos meses de agosto e setembro em relação aos anos anteriores.

Os modelos construídos pelos cientistas, no entanto, não mostram variações dinâmicas de temperatura, que poderiam contribuir para a compreensão do fenômeno. Por conta disto, a equipe ressalta a importância de um monitoramento contínuo da região que favoreça um melhor entendimento das flutuações de ozônio.

Camada de ozônio

Fonte ArsTechnica

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