Astrônomos confirmam matéria escura em descoberta de aglomerado de galáxias

Por Redação | 31 de Agosto de 2016 às 07h46

Costumamos medir o tempo para compreender a formação de planetas, estrelas e galáxias, porém o próprio universo tem a sua "idade" e ele também já foi jovem. Tão jovem que não comportaria as estruturas galácticas que conhecemos hoje, pois levam bilhões de anos para que a força gravitacional atraia matéria suficiente para formar esses corpos. Cientistas anunciaram, nesta terça-feira (30), a descoberta do aglomerado de galáxias CL J1001+0220, localizado a 11,2 bilhões de anos-luz da Terra. A descoberta, feita após uma série de observações com os telescópios Chandra, de raio-x; UltraVISTA, de infravermelho; e ALMA, de rádio indica a formação desta magnitude mais distante e recente já registrada.

O aglomerado CL J1001+0220 se destaca não apenas por ser um objeto cósmico tão grande e distante. Dentro dela há 11 galáxias massivas próximas ao centro, sendo que nove estão formando estrelas em um ritmo muito acelerado. Enquanto a Via Láctea forma o equivalente à massa de um novo Sol por ano, cada uma destas galáxias próximas ao núcleo forma em uma velocidade em média 300 vezes maior, o que é inédito para a comunidade científica.

A atividade do aglomerado indica que esse estágio, além de raro, é recente. Enquanto o Universo tem mais de 3 bilhões de anos, o aglomerado registra apenas 2,6 bilhões de anos. Ele ainda aparenta estar em transição de um proto-aglomerado para um verdadeiro aglomerado, ou seja, de apanhado de galáxias para uma estrutura interligada. Isso marca a primeira vez que astrônomos registram o exato momento da transição.

Finalmente, e não menos importante, o primeiro aglomerado galáctico verdadeiro só será formado neste período (entre 2,6 e 3 bilhões de anos) se o Universo estiver repleto de matéria escura, pois, sem ela, não há matéria suficiente para formar estas estruturas tão cedo. Testemunhar este estágio de formação destes corpos coloca em prática muitas teorias e abre caminhos para aprofundar o conhecimento que temos do Universo e de matéria escura.

Fonte: Forbes

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