Apple TV+ pode chegar em novembro custando US$ 10 mensais

Por Felipe Demartini | 20 de Agosto de 2019 às 12h17

O Apple TV+, serviço de entretenimento por streaming da Maçã, pode chegar aos Estados Unidos em novembro custando US$ 9,99 (aproximadamente R$ 40). Essas são as informações ainda não confirmadas que vêm sendo ventiladas na imprensa americana nesta terça-feira (20), com a plataforma servindo como uma das bases importantes da atual estratégia da empresa de Cupertino no campo dos serviços.

A chegada da opção ainda é recheada de mistério, principalmente porque, ao anunciar o serviço, a Apple não deu nenhum detalhe sobre data de lançamento ou preço. Tais informações, agora, chegaram pelas mãos da Bloomberg, que indica um funcionamento semelhante ao dos rivais, com primeiro mês gratuito para degustação e cobrança a partir do segundo, com um preço semelhante ao dos concorrentes justamente como uma forma de bater de frente.

A faixa dos US$ 9,99 coloca o Apple TV+ acima do valor cobrado pela maioria das plataformas do mercado americano, o que inclui até mesmo o todo poderoso Disney+, que deve chegar por um preço inicial de US$ 6,99. Nos EUA, que deve ser a nação base para a Maçã, a plataforma seria mais barata apenas que a Netflix (US$ 11), ficando à frente também do Amazon Prime Video (US$ 8,99) e do Hulu (US$ 8).

Por outro lado, a presença de grandes nomes como Steven Spielberg, Jennifer Aniston, Steve Carell, Reese Witherspoon, J.J. Abrams e Jason Momoa é vista como grande fator de atração para compensar o preço. A Apple já anunciou 14 shows originais para o TV+, com uma parte deles estando disponível já no lançamento. No total, o investimento em produções próprias estaria na casa dos US$ 6 bilhões.

Ela também se aproveitaria do rol de celebridades para adotar uma estratégia de lançamento diferente, de forma a manter os assinantes ligados e o engajamento lá em cima. Em vez de soltar temporadas de uma só vez, a ideia da Apple seria liberar os três primeiros episódios de uma série e, na sequência, seguir com liberações semanais até o fim da temporada.

O Apple TV+ é parte de uma estratégia acelerada da Maçã no campo dos serviços, com previsão de atingir a marca dos US$ 50 bilhões em assinaturas ou pagamentos até o final do ano que vem. Também fazem parte dessa investida plataformas como o Apple Music, Apple News+ e a vindoura opção para games Apple Arcade, além do serviço de hospedagem iCloud e o AppleCare, que oferece garantia estendida e assistência para produtos da marca. Isso sem falar no Apple Card, é claro.

Um lançamento em novembro também indica que o serviço de entretenimento da Apple pode chegar junto da nova geração do iPhone, um momento em que a companhia também pode angariar assinantes por meio de ofertas especiais a novos usuários ou marketing combinado. Sobre isso e todo o restante, entretanto, a empresa não se pronunciou já que, como bem sabemos, ela não costuma comentar rumores e especulações, mesmo que sejam certeiros, preferindo revelar as novidades sobre si de maneira própria.

Fonte: Bloomberg

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