Adolescentes reagem a um velho Dell movido a Windows 95

Por Redação | 09 de Março de 2016 às 10h47
photo_camera Fine Brothers Entertainment

A Microsoft lançou seu Windows 95 em meio a fanfarra e burburinho em 24 de agosto de 1995. Um grande festival foi brindado com as tiradas espirituosas do apresentador Jay Leno, levando, pouco depois, a uma febre de consumo que não ficaria devendo nada à chegada de um novo modelo do iPhone às prateleiras. Mas a data é relativamente longínqua, é verdade. E ainda mais distante para quem nem era nascido na época.

Dessa forma, é de se entender as reações de descrença dos adolescentes do canal Fine Brothers Entertainment. Afinal, mesmo que historicamente o Windows 95 tenha sido um divisor de águas, responsável por definir novos rumos para uma marca em ascendência – além de impactar fortemente no próprio conceito de sistema operacional com interface gráfica -, é difícil mesmo para quem viveu à época não torcer o nariz hoje para carregamentos de cinco minutos, disquetes de instalação e internet discada.

Dessa forma, talvez seja razoável relevar comentários como “O fato de o monitor ser maior do que o próprio computador já diz muito”, ou ainda “Dá pra ficar online com isso?”, sobretudo de adolescentes nascidos já ao final da década de 90 ou mesmo início dos anos 2000.

Quer dizer, para os pimpolhos do vídeo acima, a primeira versão do Windows experimentada normalmente foi a XP – pelo menos em países de primeiro mundo, vá lá. “Eu não tenho ideia do ano em que isso foi construído, mas eu sinto que foi antes do ano em que eu nasci”, disse Geneva, de 18 anos.

“Nunca ouvi um som desses na vida!”

Mas chega o momento em que a figura cômica em cena deixa de ser o velho Dell apresentado, é claro. Senão, basta conferir as tentativas frustradas da equipe pubescente de tentar ligar o velho colosso.

“Ah, achei!”, diz a menina Reina, de 16 anos, enquanto pressionava o botão do monitor de tubo. “Não, espere, é preciso segurar um pouco – ou não.” Ok, talvez isso também revele algo sobre as falhas de design dos primeiros computadores pessoais, possivelmente um tanto menos intuitivos do que seria esperado.

windows 95

E então o trambolho ancestral finalmente liga: “Eu nunca ouvi um computador emitir esses sons antes na minha vida”, atesta Morgan, de 19 anos, pasma diante do ruído tão característico do drive de disquetes – fazendo qualquer usuário nostálgico dos anos 90 se sentir imediatamente dez anos mais velho. “Tudo parece tão aborrecido e antigo”, diz outro participante.

“Dá pra ficar online com isto?!”

A coisa não melhora com o longo período de inicialização, é verdade, mas chega ao ápice quando se trata de conexão com a internet. De frases como “Dá pra ficar online com isto?!” se vai à – um tanto questionável - “Se você vai a algum lugar e não tem Wi-Fi, é, tipo, a pior coisa que pode te acontecer”.

E então o produtor fala da necessidade de utilizar o próprio telefone para alçar a velha máquina à grande rede – isso se o modem dial-up (?!) estivesse funcionando, naturalmente. “Meu Deus, isso é uma aporrinhação”, solta Daniel, de 17 anos.

windows 95

Nora, de 18 anos, comenta sobre o design relativamente simplório do Windows 95. Para ela, embora o velho sistema operacional se pareça consideravelmente com suas versões mais recentes, “ele possui arestas por aparar e é um tanto mais impessoal”.

Ok, tem algo de cômico

Por mais noção que se tenha de que certos passos tecnológicos foram fundamentais para moldar o status quo tal como se nos apresenta, não há como negar: há sem dúvida algo de cômico quando se confrontam velhas tecnologias com suas herdeiras hodiernas. “É incrível que o meu celular tenha maior poder de processamento do que tudo isso”, conforme diz um dos adolescentes lá pelas tantas.

Senão, basta lembrar do que diz o produtor do vídeo em resposta a um “Esse é o maior computador que já foi fabricado”. O sujeito lembra que o primeiro computador ocupava não apenas uma mesa, mas toda a dimensão de uma sala bastante considerável.

O que dizer? Sem dúvida não deve demorar para que mesmo os mais modernos “gadgets” acabem virando piada obsoleta – possivelmente levando consigo a moda atual dos programas que promovem o confronto (ainda hilário) entre as novas gerações e tecnologias ancestrais. Quer dizer, toda piada perde a graça em algum momento, certo? Enfim.

Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.